Vicente Neto-Jurista

Opinião

NOVA CULTURA PARTE BRAÇOS (ASSALTOS NO VIRTUAL)

Entende-se por parte braços, todo o acto ilícito que visa enriquecer sem justa causa alguém, em virtude da boa fé ou ainda mesmo da necessidade de algo por parte de outrem.
Não obstante ser uma prática já recorrente e que remonta desde os primórdios, me parece que cá entre nós a cultura parte braços encontrou outros meandros de actuação e bem mais simpáticos e modernos… Naquele tempo, ainda me lembro, que as relações interpessoais tinham mais valor e de facto havia uma consideração ingente pelo ser e não pelo ter.
Nenhuma relação interpessoal (mesmo entre homens e mulheres), seja de que âmbito for deve prevalecer por conta de interesses financeiros.


Então mal conheces a pessoa e muitas das vezes mesmo o contacto é somente nas redes sociais (virtualmente), já vens com as cantigas favoritas: estou no zero me paga só saldo ya para ver imagens e ligar o meu whatsap, me paga um kfc ou hambúrguer (de preferência da Zénite), estou doente não tenho dinheiro para fazer consulta, outras ainda com os gostos bem mais sofisticados e arrojados só pedem já cabelo (vulgo tissagem), dinheiro para pagar o salão porque já não vou há algum tempo, me compra só um telefone ya, o meu é bomba não dá para fazer nada… ufaaaaaaa!… entre outras cantigas, claro, umas bem mais pacóvias à outras. E o pior de tudo, essas pessoas só falam conosco, quando têm alguma necessidade (financeira obviamente, pelo menos na maioria das vezes). Ou seja passamos a ser os seus multibancos (cartões de crédito e débito). O que me intriga, é o tipo de relação que se tem (meramente virtual), onde a ´´ pedinte e o pedido´´não fazem ideias com quem de facto estão teclando. Nada contra quem pede, muito menos quem dá (até porque devemos partilhar o que temos com quem de facto necessita), mas algumas pessoas se aproveitam da pacatez e o bom senso dos outros para a prática desses actos que os denomino de assaltos no virtual.
Eu tenho família e ela é a minha prioridade… para essas pessoas, eu nunca tenho dinheiro e nem sei se terei um dia. Tenho dito!

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