Ilídio Manuel

Opinião

CRISE PASSA AO LADO DA BAJULAÇÃO?

É dado adquirido que a economia angolana atravessa um dos períodos mais críticos da sua existência, como resultado da brutal queda dos preços do petróleo no mercado internacional. Com os cofres à beira da bancarrota, o Estado procura por todos os meios arrecadar receitas, sobretudo por via da tão propalada diversificação da economia e pela cobrança de impostos.
Contudo, não deixa de ser IMORAL que esse mesmo Estado continue a financiar determinadas organizações denominadas de UTILIDADE PÚBLICA, cuja acção mais visível consiste na promoção de regabofes ou no enaltecimento da figura de sua Ex.ª Presidente da República, José Eduardo dos Santos, o «Arquitecto da Paz».
É INCONCIBÍVEL que neste cenário de profunda crise em que muitos angolanos (sobre) vivem na indigência e outros tantos morrem anualmente de doenças curáveis, o Estado continue a canalizar verbas para instituições como o MOVIMENTO ESPONTÂNEO, o AMANGOLA ou para determinadas FUNDAÇÕES, cuja utilidade é bastante questionável.
Não pretendo com isso dizer que o Presidente da República não mereça ser enaltecido, mas, por favor, os promotores de tais iniciativas que o façam sem recurso aos já depauperados cofres do Estado.
Nesta difícil fase do campeonato, não se justifica também que o Estado continue a sustentar o gorduroso e oneroso tecido governativo, ao invés de emagrecê-lo.

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