Domingos Chipilica Eduardo

Opinião

O ERRO DE HEAVY C

O cantor angolano Carlos Wambiri Maurício Furtado ou simplesmente Heavy C anunciou numa recente entrevista ao canal televisivo ZapNews a sua retirada prematura do mundo musical.
Justificando-se que há uma máfia de produção, promoção de espetáculos que seleciona os seus e bloqueia qualquer entranho.
Por um lado, concordamos com ele e daqui vai o nosso profundo pranto.Por outro lado, não. Porquanto é importante que façamos “ uma mini biografia de Heavy C “.
Conhecemos artisticamente o Heavy C nos primórdios da década 90, no período da febre frenética do movimento “ RAP, HIP & E COMPANHIA ”, não só como intérprete mas também como produtor exímio com melodias e letras “fora do comum” (a amor, traição e outros).
E foi nesta onda que surgiu a produtora Buedebeats que sem dúvidas, tornara-se uma marca nacional, produzindo e lançando novos talentos que hoje são estão firmados como Perolas, Ary …
Todavia, o argumento apresentado para a sua “reforma” é muito questionável. Porque o próprio cantor tivera celebrado com a LS & Republicano um contrato em que “essa “Agência” irá(iria) se responsabilizar pela edição, distribuição, divulgação dos álbuns do artista, bem como a produção e promoção de concertos”. Revista Plantina 14.07.2013
Lamentavelmente, esse acordo terminou sem “motivo aparente”.


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Ora, a LS & Republicano salvo pensamento em contrário é a maior rede de promoção, produção e agenciamento de artistas, dito de outro modo, quem vive fora desta operadora é um “verdadeiro cão vadio”.
Por isso não nos parece que as razões do Heavy C sejam convincentes. Porquanto entendemos que o “maior erro” deste cantor foi o facto de ter mudado de estilo musical e não ter sabido dar a devida sequência.
O 1º disco com sembas e outros quinhentos teve uma boa recepção do público mas depois, andou na contramão.
A verdade é que o sucesso interno que de forma célere tivera alcançado, requer “comer o pão que o diabo amassou”, quantos kotas do semba vivem no lamento? Na geração do Heavy C, há de facto, algumas excepções como Yuri da Cunha e Puto Português que estão firmados no semba.
Anselmo Raph mantem-se fiel ao seu movimento primário, não obstante algumas alterações ligeiras. Rompeu com a LS & Republicano mas com mérito próprio internacionalizou-se. Ainda assim, partilha algumas vezes o palco com os cantores da “matilha”.
Aliás, Heavy C já estava no grande patamar quando “recebeu” o Anselmo Raph. Fizeram duetos e outras coisas juntos, apenas faltou lançarem um disco.
Quais são as razões de hoje o Anselmo Raph ultrapassar no canto e na fama o Heavy C?
Parece que Heavy C terá lido mal os sinais do tempo e gerido mal a sua carreira. Que tal uma introspecção?
Haja juízo
Domingos Chipilica Eduardo

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