“Até ao fim do mundo com Tchizé” – Domingos Chipilica Eduardo

Opinião

 O desabafo de Welwitshia José dos Santos ou Tchizé dos Santos deputada do MPLA sobre os actos e comportamentos indecorosos até criminais de certos militantes da Juventude do Movimento Popular de Libertação Nacional (JMPLA) surpreendeu meio mundo e demonstrou a sua coragem de tocar na ferida.

Para alguns foi muita ingénua ao confiar que os seus camaradas guardariam o assunto a sete chaves e para outros destapou os carecas. Contudo, é a dura realidade na generalidade dos partidos políticos em Angola sobretudo os seus grupos juvenis, que para ascensão usam “gangues”, amiguismo, nepotismos, bajulação, calúnia, feiticismo… numa clara exclusão ao mérito, ao trabalho e a outros valores nobres. E mais, acredita-se piamente que usando essas artimanhas o poder chega rápido.

Aliás, é assim que alguns estão no auge como empresários, deputados, cargos no Executivo e no partido. Porquanto caindo de paraquedas não só MPLA como também na Oposição. Por um lado, o desabafo trouxe para discussão pública um tema tabu. E por outro lado revelou que a nossa deputada conhece o submundo. No entanto, esqueceu-se que é assim que alguns militantes enriqueceram-se, servindo-se de cargos políticos ou do cartão de militante. Pois, parece ser a única forma mais eficaz para “rir de dinheiro”. Por outro lado, a confiança partidária é condição sine quo para ascensão aos cargos públicos em Angola em contramão do mérito e da competência.

Assim, abrem-se espaços para anarquia, malandragem … Esse vazamento que tinha sido reiteradamente proibido pela deputada, indicou também que a filha de Eduardo dos Santos perdeu autoridade no seio da Jota, que não há convicção das ideologias do movimento e portanto há inequivocamente uma corrente que discorda silenciosamente da sua ascensão parlamentar e nos negócios. Não obstante, recentemente ter apresentação sua “biografia de militante “ aos jornalistas.

E provou que há militantes de ocasião. É urgente repensar o formato de mobilização dos partidos políticos pois devem ir “até ao fim do mundo” quiçá encontrarão os verdadeiros.

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