DIRECTOR DO GABINETE DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA PODE SER CONDENADO EM TRIBUNAL?

Primeiro é preciso deixar claro que este apontamento do Carlos Alberto não invalida a sua análise semanal do positivo e negativo no desempenho da imprensa e nos factos político-sociais. Como você já sabe, o antigo director do Jornal de Angola, José Ribeiro, a jornalista Kátia Ramos do Jornal de Angola e o próprio Jornal de Angola, enquanto instituição, são réus num processo-crime, já em julgamento, aberto pelo candidato a bastonário, nas eleições de 2017, depois de 20 anos sem ter havido eleições, da Ordem dos Engenheiros de Angola, o engenheiro Barnabé Joaquim Raimundo. Foi interessante saber – embora o Jornal de Angola tenha ocultado na sua notícia sobre este julgamento, desconhecendo-se as razões, e a imprensa angolana estar a fingir que não se passa nada com o exercício dos media no tribunal Dona Ana Joaquina em Luanda – que o antigo director do Jornal de Angola, nas suas alegações perante o juiz, numa sessão pública, afirmou que a difamação contra o cidadão Barnabé Raimundo não foi feita por si, mas pelo então editor do Jornal de Angola, que agora é director do Gabinete do vice-presidente da República de Angola Bornito de Sousa, Kumuenho da Rosa. A jornalista Kátia Ramos, do JA, que assinou a matéria-alvo de difamação, descartou a sua responsabilidade dizendo que a sua notícia foi alterada pelos seus chefes. Por seu turno, José Ribeiro, o seu chefe máximo na altura, atirou as culpas ao editor Kumuenho da Rosa, que já foi chamado a depor no dia 13 de junho de 2019, quinta-feira, depois de amanhã. Não se sabe se José Ribeiro terá feito uma jogada de mestre ao envolver o nome do actual director do Gabinete do vice-presidente da República Bornito de Sousa. Não se sabe se Bornito de Sousa poderá usar o facto de ser vice-presidente da República de Angola para “inocentar” o seu director de gabinete. Não se sabe se José Ribeiro pretende mostrar que a Justiça angolana ainda é partidarizada. Não se sabe se José Ribeiro pretende mostrar que estamos numa “nova Angola” falsa em termos de transparência na Justiça. O que se sabe é que existe a possibilidade de José Ribeiro sair limpo dessa história e Kumuenho da Rosa, um nome que não fazia parte do referido processo-crime, ser condenado pelo crime de difamação e obrigado a pagar uma indemnização na ordem de AKZ 20.000.000.000, 00 (vinte mil milhões de kwanzas).

Por: Carlos Alberto
11.06.2019

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