A má língua de um governante no “fio da navalha”

Enquanto primeiro-secretário do MPLA na província de Benguela, Rui Falcão diz que está a dirigir um partido “cada vez mais forte”, que merece louvores por ter implementado “acções públicas” nos últimos tempos. 
O mesmo Rui Falcão, dias antes, justamente na altura da visita de João Lourenço, lamentava a falta de dinheiro. “Benguela tem um plano próprio, vocês (jornalistas) sabem, mas ninguém faz nada sem recursos”, dizia Falcão. 
Assim sendo, que ações são estas ? Mesmo que queiramos dar o benefício da dúvida ao governador de Benguela, admitindo que sim, que as tenha implementado, não há como contornar uma realidade objectiva: será que o cidadão não sentiu o impacto das ações públicas? Estas ações podem ser tudo, menos públicas. 
Rui Falcão, cada vez “mais para lá”, mais para a porta de saída, rema contra o azar de ter feito tais declarações precisamente numa altura em que aumenta o tom da crítica. 
O saneamento básico nhete, numa demonstração de que não basta ir à empresa do meu amigo Osmel De Almeida Almeida comprar meios; a energia nhete; a água nhete; as estradas nhete. 
Então, anda todo mundo fatigado e o sr vem falar em “ações públicas”. Já viram?

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