Pai mata filha de 6 anos na Huíla por sair de casa sem permissão

Uma menor de seis anos foi assassinada pelo próprio pai, de 49 anos, que confessou a autoria do crime, por a criança não ter obedecido à ordem de não sair de casa, disse ao NJOnline o porta-voz da Polícia Nacional (PN) na província da Huíla, inspector-chefe Luís Filipe Zilungo.

O crime, que aconteceu no município de Caconda, província da Huíla, ocorreu depois de o homem ter acorrentado a criança a um boi que a arrastou ao longo de vários quilómetros.

Segundo Luís Filipe Zilungo, o progenitor terá ficado chateado com a filha pelo facto da menor não lhe ter obedecido à ordem para não ir para a rua.

“O acusado, que se encontra em prisão preventiva, confessou a autoria do crime durante os interrogatórios, dizendo que quando se ausentou de casa para tratar de alguns assuntos na rua orientou os filhos para que ninguém saísse durante a sua ausência. Quando regressou a casa descobriu que a menor não cumpriu as orientações dele”, explicou o inspector-chefe.

“Para castigar a filha o pai amarrou a menor a um boi e fez com que o animal se pusesse a correr. A criança foi arrastada pelo animal até perder a vida”, explicou.

O responsável salientou que a PN teve contacto com está ocorrência através de uma denúncia anónima.

“Recebemos a denúncia e fomos ao local com os efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC). Encontrámos o corpo da menor ensanguentado no quintal de casa e o progenitor às voltas sem saber o que fazer”, afirmou.

“Naquele momento, o homem foi detido e encaminhado para o Serviço Provincial de Investigação Criminal (SPIC) para o primeiro interrogatório judicial”.

O oficial fez saber ainda que o homem se mostrou arrependido durante o interrogatório no departamento de investigação criminal e garantiu que queria repreender a filha, não tirar-lhe a vida da filha.

Ele (o detido) disse que não quis matar a sua própria filha, apenas utilizou aquele método para a repreender, para que não voltasse a fazer a mesma coisa”, disse.

Luís Filipe Zilungo afirmou que o homem está ser indiciado pelo crime de homicida culposo.

“Ele (o presumível homicida) já foi encaminhado para o Ministério Público (MP) e está ser indiciado pelo crime de homicídio culposo pelo facto de a menina morrer por negligência e imprudência do progenitor”, atestou.

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