Comecei a escrever sobre os problemas da província de Luanda em 2004, ao tempo da gestão do já falecido governador Simão Paulo. À época, Luanda rebentava pelas costuras. Pilhas e montanhas de lixo proliferavam por tudo quanto era canto. 
Simão Paulo foi criticado, “cartunizado” das mais ruins formas. Foi exonerado, sucedendo-lhe no cargo uma Comissão de Gestão que, entre outras, integrava figuras como Francisca do Espírito Santo e Job Castelo Capapinha, encabeçada pelo general Higino Lopes Carneiro. 
Findo o mandato da Comissão de Gestão, ascendeu para governador provincial de Luanda, Job Capapinha, tendo como uma de suas vice-governadoras, Francisca do Espírito Santo. 
Com os mesmos problemas na ordem do dia, cai Capapinha depois de algum tempo, abrindo portas para “Tia Xica”, como ficou conhecida entre os luandences.
Fez o que pôde, mas não demorou. Exonerada, dá lugar a Bento Sebastião Bento que apesar do seu populismo, não resistiu. 
Para o lugar dele foi indicado José Maria Ferraz, aquele que ficou conhecido como o governador com o mandato mais curto dos últimos tempos. Mexeu em negócios do super-poder e no inigmatico sistema de recolha do lixo, e tombou. 
Neste interregno houve o governador Graciano na condição de interino. Reapareceu o general “todo terreno” Higino Lopes Carneiro para governador provincial de Luanda. Adriano Mendes de Carvalho era seu vice, enviado mais tarde para o município de Kissama como administrador. 
Com a surpreendente queda de Higino Carneiro, foi a Mendes de Carvalho que recaiu a escolha para a sucessão, até sua exoneração (transferência) para o Kwanza Norte. 
Ora. Se fizermos um levantamento introspectivo, chegaremos à triste constatação de que os problemas são os mesmos, mitigados mais ou menos ali e acolá, mas a gravitar em torno do mesmo eixo, com o lixo, o trânsito e a desordem urbanística na mo de cima. 
Haja varinhas mágicas e milagres, embora Jesus Cristo já tenha morrido há milhões de anos.

Por: Lutock Matokisa |Facebook

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