Sector das Águas com apenas 40 mil ligações domiciliares no Lobito

 Quarenta mil casas estão ligadas à rede de distribuição de água tratada no município do Lobito (Benguela), ficando-se por atender mais 26 mil famílias, informou hoje, quarta-feira, o presidente do Conselho de Administração da Empresa de Águas e Saneamento daquela região, Henrique Calengue.


Em entrevista à Angop, o responsável garantiu que o Lobito absorve, tal como a Catumbela, cerca de 98 porcento dos cerca de 60 mil metros cúbicos de água produzidos diariamente pela empresa, desde 2012.

Entretanto, o gestor das águas no Lobito admite um cenário de incapacidade financeira da empresa para fazer novas ligações e que, por isso, estas 26 mil famílias vão continuar a ressentir com as dificuldades de comprar água a vizinhos ou em camiões cisternas, como alternativa.

Até porque, como explicou Henrique Calengue, o Lobito estende-se para cerca de 400 metros de altitude, mas neste momento a água tratada só é distribuída até 170 metros, já que os projectos de investimentos direccionados para o ponto mais alto da região estão parados desde 2012.

Destacando o crescimento da população do Lobito e da Catumbela nos últimos dez anos, acima da cota de 170 metros, aquele responsável apontou que o actual défice de cobertura é de 20 porcento, o equivalente a 22 mil e 800 metros cúbicos de água necessários por dia.

Para o entrevistado, esse défice seria resolvido, se a terceira fase complementar ao Projecto de Águas de Benguela (PAB), já aprovada e orçada em 260 milhões de dólares norte-americanos, fosse executada para atender todo o litoral da província, sobretudo as zonas altas do Lobito e da Catumbela.

Por outro lado, revelou que, fruto dos vários investimentos feitos nos últimos anos na zona alta da cidade do Lobito, a disponibilidade de água aumentou de 450 metros cúbicos por hora, em 2015, para 1.500 m3 no momento actual, enquanto o número de ligações passou de 15 mil para 40 mil actuais.

Ressaltou o facto de a capacidade de abastecimento para a zona alta do Lobito, incluindo a Catumbela, ter triplicado, mas avisou que não é suficiente ainda, motivo pelo qual continuam os défices não só a nível da produção, mas da distribuição de água.

Henrique Calengue disse que só com os actuais 60 mil metros cúbicos/dia daria para abastecer com água tratada cerca de 66 mil casas e bastaria, para isso, investimentos na expansão da rede de distribuição.

“Com a água que estamos a produzir, poderíamos minimizar a situação do abastecimento de água a essas famílias”, enfatizou, referindo de seguida que a solução é efectuar novas ligações domiciliares.

Conforme os dados do Censo 2014, mais de 324 mil pessoas residem no município do Lobito, norte da província de Benguela.

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