Temas como a corrupção, direitos humanos e actual situação das zungueiras, que viram os seus negócios confiscados pelos fiscais da Comissão Administrativa da Cidade de Luanda, na zona da Gajageira, na segunda-feira,03, dominaram o encontro.

“Tive a oportunidade de falar com o Presidente da República sobre questões de corrupção, direitos humanos e da situação actual das zungueiras, e, de como as autoridades provinciais estão a reagir no sentido de garantir que se encontre uma solução para o problema”, disse Rafael Marques à saída da audiência que durou menos de uma hora.

Sobre a corrupção, o jornalista defendeu ser “importante o contributo da sociedade no sentido da moralizar as instituições públicas e os cidadãos, de modo a encontrar soluções para que a corrupção deixe de ser um cancro que corrói a sociedade e que lápida os recursos que deveriam ser investidos na educação e na saúde”.

“Também falámos sobre os direitos humanos, eu penso que há bastante atenção do Presidente da República e do seu Executivo para que haja melhorias, mas é necessário que as políticas do Estado não dependam só do PR”, disse o jornalista.

“Cada um de nós tem que fazer a sua parte”, acrescentou.

Rafael Marques reconheceu que há uma grande mudança em relação ao Executivo anterior, embora admita que “a situação económica não é ainda das melhores”.

Sobre o fim do prazo do repatriamento de capitais, já no dia 26 deste mês, o activita social disse que todos os cidadãos devem contribuir com informações junto da Procuradoria-Geral da República.

” Todos conhecem os casos de corrupção em todos os sectores da sociedade”, sintetizou Rafael Marques, que destacou que “o exercício de cidadania é fundamental para que a agenda do Governo seja bem-sucedida”.

“É importante que todos os cidadãos participem na nova sociedade, pois não é apenas tarefa do Presidente João Lourenço ou de alguns jornalistas e investigadores mas de toda sociedade”, argumentou.

Para o também director do portal “Maka Angola, “estar no Palácio Presidencial e ser recebido pelo Presidente da República significa que há abertura por parte do Chefe de Estado para que os cidadãos possam expor as suas preocupações”.

“Neste novo momento, eu encaro com esperança a governação de João Lourenço, visto que cabe a todos, enquanto cidadãos, trabalhar para o bem da Pátria e é esse o esforço que nós devemos fazer”, referiu.

Sobre o facto de ontem ter sido impedido de participar no encontro entre João Lourenço e membros da sociedade civil, e para o qual tinha sido convidado pelos serviços da Presidência, o activista disse que à situação foi ultrapassada.

“O Presidente lamentou o incidente ocorrido, e foi um gesto nobre da parte dele. Está ultrapassado”, concluiu.