Laboratório alemão alerta que sumos “Lulu” representam ameaça à saúde pública

As autoridades angolanas terão ignorado o relatório de um laboratório de analises alemão “Dohler”, datado de 29 de Abril de 2018, em que alerta o consumo de marca de sumos “Lulu” que de acordo com as suas amostrar podem representar ameaça a saúde pública. Os referidos produtos foram colocados no mercado angolano por parte da ERIANGO COMERCIO GERAL LDA, detida pelo empresário eritreu Daniel Berhe Weldeselassie.

Fonte: Club-k.net

As análises, por cromatografia gasosa – espectrometria de massa, efectuadas pelo laboratório alemão, indicam que os sumos “Lulu”, nos sabores “Manga”, “12 frutos” e “Tutti Fruti”, nos formatos de 1 litro, apresentam características as quais são ilegais à luz da legislação actual de Angola e da Comunidade Europeia.

Nas fórmulas dos sumos “Lulu”, segundo documento em posse do Club-K, foram identificados, compostos que são conhecidos como conservantes alimentares que por sua vez não podem fazer parte da composição de um produto néctar, de acordo com os Decreto-lei 145 – 2013 em Portugal e “Codex Fruit Juices and Nectars 247-2005”.

Os referidos néctares “Lulu”, para além de incluírem ilegalmente tais conservantes artificiais, não mencionam os mesmos na respectiva lista de ingredientes, razão pela os seus responsáveis, neste caso os gestores da ERIANGO COMERCIO GERAL LDA, são acusados de falsear a verdade ao afirmar que é “sem conservantes”, conforme consta na sua embalagem.

 

Foi também notado que a marca “Lulu” tem igualmente na sua composição uma grande quantidade de vários compostos aromáticos que não derivam da fruta mencionada no rótulo e que não são encontrados na natureza. Esta situação é, tida como igualmente ilegal na justa medida em que não podem ser adicionados aromas a um néctar que não sejam especificamente provenientes da mesma fruta.

De igual forma, a embalagem deste produto encobre essa informação ao afirmar o oposto “sem corantes nem sabores artificiais” (ver pormenor da sua embalagem).

 

De acordo com uma investigação, vários clientes que terão visitado as instalações industriais onde esta marca é produzida, alegam haver sérios indícios de que a água utilizada na produção não é devidamente tratada e higienizada de acordo com os mais básicos princípios da indústria alimentar.

O jurista Gabriel Neves, ligado a rede de defesa de consumidores em Angola, entende que “É nossa convicção pelos resultados expressos nas análises realizadas em laboratórios internacionais credenciados e especializados, que a informação prestada nas embalagens de “Lulu” não corresponde à composição efectiva do produto, o que se traduz numa clara violação da lei em vigor.”

 

“Nesse sentido, parece-nos essencial verificar na origem esta situação, com a celeridade que se impõe, por via da recolha de novas análises que demonstrem exactamente perante que tipo de produto nos deparamos.”, defendeu.

 

Neves não tem duvidas que sendo assim, “estes produtos podem representar uma ameaça à saúde pública e não estão em conformidade com a Lei de Defesa do Consumidor de Angola pelo que se roga a intervenção das autoridades, Associação Angolana dos Direitos do Consumidor (AADIC), quanto às medidas a tomar.””

 

Tem também merecido atenção dos defensores de consumidores em Angola, os produtos da “Anjani Food & Beverages, Limitada”, detida pela Asiática “Av International”, em parceria com a antiga consultora do gabinete jurídico do ministério do comercio de Angola, Tatiana Isadora Faria Serrão. A “Anjani Food & Beverages, Limitada” é a distribuidora do refrigerante Zipp, Agua Oríon e a bebida energética Thirllz.

 

A antiga consultora do ministério do comercio, Tatiana Isadora Faria Serrão aparece igualmente como “testa de ferro”, da Purangol, detida pelos irmãos malgaxe Maarouf El Sahely e Samy El Sahely. A Purangol é a distribuidora de produtos como a água Perla, os sumos Tampico, Orangina, Perla Nectar, Bublle Up e Planet.

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