HUAMBO GANHOU UM KERO, MAS PERDEU EM MEIO AMBIENTE

O Kero inaugurou hoje, 15, a sua primeira grande superfície comercial no Huambo. Além das áreas de restauração e lazer, o novo estabelecimento comercial conta também com três salas de CINEMA.
Pode parecer caricato, mas é pura realidade: a segunda maior cidade do país não dispunha de cinema há 30 ANOS. Significa que muitos jovens terão doravante a oportunidade de assistir, pela primeira vez, à denominada 7.ª arte.
Outro ganho significativo: a abertura do Kero proporcionou 750 novos EMPREGOS aos jovens locais.
Como nota negativa a assinalar, o Kero foi construído em agressão ao MEIO AMBIENTE numa zona onde antes existia um perímetro florestal de eucaliptos, que tinha por missão travar os efeitos dos ventos e a erosão de terras.
Por obra e graça do antigo governador do Huambo, Kundi Paihama, o perímetro florestal do S. João foi «competentemente» varrido para dar lugar ao betão armado e aos projectos mercantilistas de uns tantos novos-ricos.
Na altura, o ex-governante, em meio às duras críticas, defendia que era mais importante garantir o emprego dos jovens do que preservar o meio ambiente. Custou engolir este tipo de pronunciamento sabendo-se que o Huambo possui inúmeros espaços sem que houvesse a necessidade de agredir o meio ambiente e colocar em causa o futuro das gerações vindouras.

POR: ILÍDIO MANUEL |FACEBOOK


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