Há ou não investigadores “criminosos” no SIC em Benguela?

Os Serviços de Investigação Criminal da Província de Benguela estão a ser literalmente “escangalhados”, nas redes sociais. Nos últimos dias, são frequentes informações sobre o envolvimentos de investigadores em supostos actos criminosos.

Oficialmente não se conhece o posicionalmente do SIC perante o “festival” de noticias, falsas ou verdadeiras no mundo virtual. Para muitos cidadãos de Benguela o silêncio dos serviços de investigação criminal serve de combustível para alimentar ainda mais a especulação. Para alguns é acima de tudo um atestado de verdade que o SIC dá as denuncias.

Como diz um velho ditado: “quem cala consente”, os serviços provinciais investigação ao calaram o que pode pressupor o consentir de tudo o que esta acontecer ou então é uma demonstração de incapacidade de investigar crimes do género, ainda mais envolvendo seus efectivos.

Apesar de se reconhecer que são informações que podem constituir-se em crime do fórum particular, mas as revelações são tão graves porque os supostos criminosos teriam sido cometidos na qualidade de oficiais, em alguns casos, superiores da direcção provincial de investigação criminal, o que por si aumenta a responsabilidade do órgão assumir a responsabilidade de contar a sua versão para o bom nome de uma instituição que tem grandes responsabilidades no Estado que é de auxiliar as autoridades judiciais na administração da justiça nos termos da lei, realizar instruções preparatórias nos processos-crime em todas as causas da sua competência, controlar o potencial delitivo, de acordo com o seu grau de risco social, investigar e descobrir os autores do crime. Além de ter o compromisso de analisar as causas que geram a criminalidade e as suas consequências e apresentar medidas que visam a prevenção e a repressão.

Olhando para essas responsabilidades chega-se a simples conclusão que o SIC não é um órgão completo, serve apenas para apurar crimes de pouca montra e assumisse inoperante para crimes modernos, sobretudo ligados as novas tecnologias. É uma confissão das graves insuficiências funcionais do SIC com influência para a segurança pública, social e económica do País.

Aliás é ainda mais preocupante, uma vez que as denuncias apresentadas dizem que os operativos do SIC fazem uso dos bens apreendidos resultantes de roubos, como são os casos de viaturas. Assistisse um cenário de gatuno rouba ladrão. Segundo essas revelações não são poucas às vezes que alguns membros do SIC fizeram usufruto dos bens recuperados de supostos ladrões. Há matéria para abrir-se um inquérito para averiguar às denuncias.

Se a direcção provincial dos serviços criminais mantém-se calada, o mesmo se coloca para os visados. Não há qualquer informação se abriram alguma queixa para limparem às suas imagens que foram colocadas na “lama”. Matem-se também calados.

Em circunstancias normais, os investigadores visados nas denuncias deviam colocar os seus lugares a disposição por não terem mais moral pública para continuarem a exercer às suas actividades profissionais.

Não se deve minimizar, tão graves as denuncias para serem levadas na desportiva ou serem apenas ignoradas para serem consumidas pelo tempo. É bom nome do SIC que está em jogo.


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