E se a ‘’Operação Resgate’’ punisse as sanguessugas do mercado da Paz em Benguela?

Solidária com o Ministério do Interior na ‘’Operação Resgate’’, conforme atesta uma nota de imprensa que, entre vários itens, destaca o combate à anarquia na actividade comercial, a Administração Municipal de Benguela parece alheia ao ataque ao mercado da Paz, arredores da cidade, com vinte e seis pequenas firmas em transgressões que prejudicam o Estado em largos milhões de Kwanzas.  

 

A Administração Municipal de Benguela tem, como se sabe, um contrato de gestão com o Grupo Transmaia, com provas dadas neste domínio, mas as firmas ilegalmente instaladas no maior mercado informal, segundo um levantamento a que tivemos acesso, cobram taxas aos milhares de feirantes.

 

O destino das verbas não tem sido a Conta Única do Tesouro, CUT, contrariamente ao procedimento, mensal, do Grupo Transmaia, que se queixa de estar a enfrentar a concorrência das ‘’sanguessugas’’. 

 

Para lá da concorrência, que exige uma acção concertada do pelouro de Carlos Guardado e as instâncias judiciais, há uma espécie de cabala montada por agentes ilegais que plantam falsas informações em certos órgãos de informações. 

 

O objectivo é denegrir quem realmente trabalha, obtendo dividendos, como é óbvio, mas sem nunca ignorar os interesses do colectivo, sempre mediante depósitos efectuados na CUT.   

 

As pequenas firmas, lideradas por uma comissão, também ela ilegal, formam quintalões e/ou secções, onde são vendidos variadíssimos produtos, sendo que os proprietários destes bens, que em situação normal pagariam 100 kwanzas por dia, acabam por desembolsar 300 kwanzas diários por conta da fraude. 

 

Sabe-se que esta polémica terá novos desenvolvimentos, quando forem denunciados, em ‘’fórum próprio’’, os rostos da barafunda no mercado 4 de Abril.



 

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