Sílvia de Andrade achincalha jovens banhistas com insultos racistas

Declarações chocam figuras que lutam por uma Benguela unida, sem distinções raciais, ainda que com a diversidade presente em diferentes domínios da vida da província.


Redacção


Uma troca de mensagens nas redes sociais, cada vez mais acedida, mostra a cidadã Sílvia Correia de Andrade, bastante conhecida na cidade de Benguela, a achincalhar um grupo de jovens com insultos racistas devido a um alegado mau comportamento na praia da Caotinha.

Na sequéncia de um suposto descuido com o volume da música que os cerca de quinze jovens levaram à praia, Correia de Andrade afirmou, com erros de escrita que aqui colocamos, mas também com uma linguagem muito vista nas redes sociais, que ‘’o problema é essa raça, eu sou descendente de negra mais eu sou racista destes negros busais, mal educados que só estariam bem na selva. Porq não nasceram para viver em sociedade, respeitar para ser respeitado. Matumbus gentalha’’.

Estes comentários, condenados em vários segmentos da sociedade de forma veemente, são a resposta a um questionamento da cidadã Klawdya Sekeyra, da raça branca, à semelhança da autora dos insultos, que pretendia saber se, em função do gesto dos jovens, era preciso ‘chamar a polícia’, ‘mandar um tiro de caçadeira’ ou ‘juntar-se à corja’.

O cidadão Jorge Sá, após a intervenção de Sekeyra, escreve que ‘ainda não reparaste que nós é que estamos mal? Por essas e outras eu só vou as praias bem distantes das cidades’. 

 Como que a contestar, o cidadão Mufana Kajibanga quer saber se, com este comentário, Sílvia acha que tem educação e se sabe viver em sociedade.

 De resto, várias figuras de Benguela admitem que os jovens possam ter exagerado, mas criticam a forma vil e nada pacífica como a senhora se dirige ao grupo.


Loading...
Input your search keywords and press Enter.

Com um gosto você fica por dentro de tudo