“O contrato não foi feito com o governador e nem com o Governo, mas sim com a direcção provincial da Educação. Portanto, está fora do meu âmbito”, disse o governante, em entrevista a uma rádio local, citada pela agência Lusa.

Em causa estão suspeitas de desvio de 50 milhões de kwanzas, verba que deveria ter sido aplicada no apetrechamento da direcção provincial de Educação do Kwanza-Sul, mas que apenas terá beneficiado uma empresa ligada à filha de Eusébio Teixeira.

Insistindo na ideia de que a firma da filha “não assinou contrato com o Governo do Kwanza-Sul”, mas sim com a “direcção local de Educação”, e sem a sua anuência, o governador lembrou que a sua filha “é maior, é cidadã e que pode e podia fazer o contrato”.

“O pai não caucionou nada. Deveriam ter perguntado ao director da Educação se ele tinha essa competência”, reforçou o governante, garantindo que está a cumprir o seu papel de pai.

“Estou a obrigar a minha filha a devolver os meios. O certo é que ela está a repor, e eu na qualidade de seu pai, obrigo-a a fazer isso. Ela já entregou uma boa parte dos meios, está a cumprir. O mais importante é repor”, sublinhou o responsável.