DEPUTADOS PREOCUPADOS COM AUMENTO DE INFECÇÕES DE VIH/SIDA EM ADOLESCENTES

Assunto está a ser discutido em seminário promovido pelo sistema das Nações unidas sobre o estatuto da mulher tendo em conta o aumento da taxa de novas infecções do HIV/SIDA que atinge principalmente a jovens do sexo feminino

O presidente da Assembleia nacional, Fernando da Piedade Dias dos Santos, defendeu ontem o engajamento de todos os sectores da sociedade a nível da subregião da SADC de trabalharem no sentido de interomper o aumento das taxas de contaminação com o VIH/SIDA em adolescentes no mundo. Fernando Dias dos Santos fez este reparo ao intervir ontem na abertura do seminário sobre a estratégia de implementação da resolução 60/2 das Nações Unidas, referente à análise do modelo de fiscalização sensível às especificidades do género.

Pelo menos 150 deputados angolanos participam no seminário com término previsto para Quarta-feira (31), numa iniciativa do Fórum Parlamentar da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África (SADC) e o grupo de mulheres parlamentares e o sistema das Nações Unidas.

Segundo o sistema das Nações Unidas sobre o estatuto da mulher, regista-se o aumento da taxa de novas infecções do VIH-SIDA que atinge principalmente a jovens do sexo feminino. Ainda no seu pronunciamento, Fernando da Piedade Dias dos Santos agradeceu a ONU pela escolha, pela segunda vez, de Angola a fim de acolher a segunda fase do Workshop sobre a Estratégia de Implantação da Resolução 60/2 sobre as mulheres e raparigas com VIH-SIDA.

Disse na sua intervenção que a realização pela segunda vez consecutiva em Angola demonstra a preocupação e o engajamento do parlamento angolano relativamente às questões de género. Lembrou que o problema de género é uma preocupação de todos e que o aumento da taxa de novas infecções de VIH/SIDA em meninas entre 15 a 25 anos é um problema de todos, pois afecta a sociedade em geral e não somente as mulheres.

Lembrou aos presentes que a Declaração do Género e Desenvolvimento da SADC, assinada por todos os chefes de Estado e de Governo em 1997, reforça a ideia de que “nenhum desenvolvimento sustentável pode ser alcançado sem a igualdade de género”.

Entretanto, Maria do Carmo Nascimento, presidente do grupo de mulheres parlamentares, afi rmou que a resolução nº 60/2 da Comissão sobre o Estatuto da Mulher (CSW) da ONU apela aos estados membros para acelerar as medidas, visando prevenir as novas infecções do VIH em raparigas jovens. Exortou os estados a encontrarem medidas concretas visando acelerar as acções.

Maria do Carmo Nascimento disse ser necessário, promover oportunidades económicas iguais e trabalho para mulheres e raparigas e ao mesmo tempo assegurar o plano de engajamento de homens e rapazes. Por seu turno, Pier Balaadelli, coordenador residente do sistema da Nações Unidas em Angola, garantiu que existe já um compromisso dos Estados membros da ONU em tomar medidas reais para acelerar as acções a favor das raparigas e mulheres adolescentes com vista a diminuir os altos níveis de infecções de VIH/SIDA.

Disse na sua intervenção ser importante uma discussão extensiva sobre o modelo de supervisão responsiva do género, de formas a permitir a Assembleia Nacional monitorar e supervisionar a implementação da resolução 60/2 pelo executivo.

Deste modo, será possível assegurar que os sectores designados abordem os factores estruturais que expõem as meninas e jovens entre 15 a 24 anos as infecções pelo VIH.

Já a gestora do programa de género do Fórum Parlamentar da SADC, Nonkhita Gysman, afi rmou que a resolução dos problemas apresentados não devem contar só com as mulheres.

Disse ser indispensável o engajamento de todos que formam o parlamento, homens e mulheres, para melhores soluções. Disse ainda que o encontro tem como uma das finalidades a criação de uma estrutura sólida e capaz, constituída por deputados angolanos e membros das Nações Unidas de formas a garantir a implementação eficaz da resolução 60/2 das Nações Unidas.

FONTE: O PAÍS


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