Dados disponíveis afirmam que na Alemanha após o nazismo de Adolf Hitler foram julgados mais de 61 mil colaboradores e executores do holocausto, porém apenas 6.100 condenados. Porquanto alguns escaparam da deusa da justiça através de vários artifícios: fornecendo informações ou trabalhando para os aliados e afins.

Este preâmbulo elucida que quando se trata da sobrevivência do regime ou status da política é condição sine qua non sacrificar algumas pessoas.

No contexto angolano, depois de um período de saque e de populismo apanágios da governação anterior cujas consequências perdurarão no tempo: a penúria das penúrias. Os reféns quer instituições quer pessoas começaram a libertar-se do cativeiro até aos mais “mudos dos mudos” estão aprendendo a falar.

O regime do MPLA precisava reformar-se nem que fosse aparente. Uma ruptura drástica com o pretérito e com cabeças como troféu. E, intoxicando o povo do que mais ruim foi feito. Assim a mensagem geral é passar certificado de incompetência da governação de José Eduardo dos Santos e os seus seguidores.

Todos os acontecimentos que hoje apetitosamente deliciamos são criteriosamente selecionados: as instituições e as vítimas.

É óbvio que o João Lourenço não “ mandará nem prenderá” todos os larápios apenas sacrificará alguns para afirmação do seu poderio. Por isso pensar que deveria responsabilizar criminalmente todos é utopia e portanto politicamente infantil.

Os aliados trabalharam com alguns nazistas sobreviventes que conheciam os labirintos de Hitler. E aqui o Senhor Presidente da República não faria diferente, é imperioso contar com antigos colaboradores de Eduardo dos Santos pois têm conhecimento bastante das engenheiras financeiras e dos buracos. Actuarão como judas! Logo se a perpetuação do poder do MPLA significar a cabeça de JES será feito sem perplexidade.

Não tenhamos ilusões o regime está a lutar para sua subsistência (se tardasse a fazê-lo talvez derramaria sangue). Só que hoje as armas e a formas de luta são completamente outras, contra: a corrupção, nepotismo e a bajulação.

Por conseguinte no culminar o regime permanecerá coeso e todos nós no cativeiro.


Domingos Chipilica Eduardo


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