O NJOnline soube de fonte do SIC-geral que a denúncia foi feita por um comerciante local, quando viu os três acusados que se deslocavam numa viatura Toyota Land Cruiser, de cor branca, com a chapa de matrícula LD 84-52 BY, munidos de duas armas de fogo do tipo Gericho e Walder de cano serrado.

Segundo o director de comunicação do Ministério do Interior, intendente Mateus Rodrigues, os acusados foram detidos quando tentavam extorquir altas somas de dinheiro ao proprietário da padaria, cujo nome não foi revelado, no bairro Malueca no município de Cacuaco.

“Os suspeitos foram detidos em flagrante, quando tentavam praticar o crime de extorsão com ameaça de arma de fogo”, disse, acrescentando que, após a denúncia anónima, o SIC-Cucuaco enviou uma equipa de efectivos ao local para averiguar a ocorrência e constatou o facto.

Trata-se de Osvaldo Pedro Augusto, agente da Polícia Nacional (PN), colocado na 13.º Esquadra, Mota José, agente do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), colocado no SME-Bengo, e Alexandre Jesus Seu, colocado na secretária do SIC-Cazenga.

O responsável fez saber que os três cidadãos implicados no crime de extorsão foram entregues à Procuradoria Militar junto do SIC-Luanda para procedimentos administrativos.

“Por se tratar de elementos afectos à orgânica devem ser responsabilizados pelo Tribunal Militar. Por essa razão, o departamento de investigação criminal do SIC-Cacuaco entregou o processo-crime dos três acusados na Procuradoria Militar junto do SIC-Luanda”, explicou, salientando, no entanto, que o processo ainda está em fase instrução na Procuradoria Militar.

“Neste momento não temos muito mais a dizer em relação a este caso, porque o processo está em fase de instrução”, atestou.