Em declarações à revista Jeune Afrique, o ex-primeiro-ministro de Angola reitera a confiança depositada na governação de João Lourenço, renovada com a sua ascensão à liderança do MPLA, no último sábado, 8, mas abre a porta a uma ruptura.

Segundo Marcolino Moco, o Chefe de Estado vai “finalmente poder ir até ao fim da sua acção”, agora que acumula a Presidência da República com a presidência do partido no poder.

O também antigo secretário-geral dos “Camararadas” adverte que João Lourenço “corre um grande risco político” se não for até às últimas consequências.

Embora confiante na mudança, conforme já tinha transmitido na semana passada, o hoje administrador não executivo da Sonangol não exclui a hipótese de uma desilusão. “Se João Lourenço não cumprir as suas promessas, eu demito-me”, diz Marcolino Moco.

Entre os compromissos assumidos pelo Presidente da República, destaca-se a luta contra a corrupção e a impunidade, desde a subida à liderança do MPLA alargada também ao combate à bajulação.