De acordo com uma nota da Casa Civil do Presidente da República, na mesma ocasião, para o lugar de Álvaro Manuel Boavida Neto, no Bié, foi nomeado Pereira Alfredo, na Lunda Sul, Daniel Félix Neto ocupa o lugar deixado vago por Ernesto Kiteculo e no Cunene, para o lugar de Kundi Paihama vai Virgílio Tyova.

No momento em que João Baptista Kussumua sai do cargo no Huambo, entra Joana Lina Cândido, na Huíla o senhor que se segue a João Marcelino Typinge é Luís Fonseca Nunes e no Zaire quem vai ocupar o lugar até aqui sob a responsabilidade de José Joana André é Pedro Makita Júlia.

Sai de cena um dos mais resilientes governantes angolanos

Com esta decisão de João Lourenço, sai de cena – pelo menos para já – um dos mais antigos governantes angolanos em exercício de funções: o general Kundi Paihama.

Aos 74 anos, Kundi Paihama deixa o cargo de governador provincial do Cunene, que ocupava desde 2016, para onde transitou de posto semelhante no Huambo, quase em simultâneo com a não inclusão do seu nome nos novos membros do secretaria do Bureau Político do MPLA.

Sendo um dos mais antigos dirigentes angolanos, a exoneração de Paihama emerge desta lista como a mais sonante, até porque a sua entrada na política aconteceu no longínquo ano de 1976, pouco depois da independência nacional, como coordenador das províncias do Huambo e do Bié.

Em 1979 assume a pasta de ministro do Interior e, desde então, teve nas mãos a tutela da Segurança do Estado, e, entre outros cargos de confiança política, da Defesa Nacional e dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.

Governou as províncias de Luanda, Huíla e Benguela, para além da do Cunene, de onde é natural.

O grau de general foi-lhe concedido em 1992.

Para além da política, Kundi Paihama é também conhecido pelo seu lado de empresário, com destaque para o sector agro-pecuário.