Em declarações à Angop, a propósito do primeiro ano de mandato de João Lourenço, que se assinala no próximo dia 26 de Setembro, Marcolino Moco, nomeado em Janeiro último administrador não-executivo da Sonangol, apontou como o “mais importante acto” político do Presidente da República a abertura dada à comunicação, porque permitiu despertar “as mentiras” difundidas em outras eras, sobretudo no domínio da Saúde, Educação, do Saneamento Básico e das Obras Públicas.

O antigo primeiro-ministro angolano destacou também a “forma corajosa” como o Chefe de Estado enfrentou a “necessidade imperiosa de se desfazer do espartilho”, descrito como o “golpe em que o seu antecessor [José Eduardo dos Santos]o queria deixar amarrado, nos domínios político, económico e militar-securitário”.

Confiante de que as medidas adoptadas pela liderança de João Lourenço “vão mudar Angola”, Marcolino Moco sublinhou ainda como marcos da sua governação “o combate à impunidade dos chamados “crimes de colarinho branco”, a despartidarização da função presidencial, a preocupação com as questões da diversidade político-regional e sócio-cultural do país e a maior seriedade na execução do programa de estabilização económica”.

O também ex-secretário-geral do MPLA acredita que as alterações já introduzidas pelo Presidente da República não visaram apenas consolidar o poder pessoal do Presidente.

“Isso seria fatal para o país e para o próprio papel que a História lhe depositou nas mãos”, sublinhou.