Governo de Benguela sem dinheiro para saúde. Hospitais entregues à sorte

O chefe da repartição municipal da saúde de Benguela, Garcia Costa, informou hoje, quarta-feira, que a instituição encontra-se desde o passado mês de Junho do corrente sem verbas, o que tem dificultado o fornecimento de fármacos aos centros e postos de saúde.



Falando à Angop, na cidade de Benguela, o responsável explicou que a situação está a criar transtornos em termos de garantia dos cuidados primários de saúde nos estabelecimentos, sobretudo na periferia do município.

“Não havendo dinheiro, temos dificuldades em garantir fármacos e reagentes para essas unidades, bem como a realização de campanhas de fumigação para o combate ao mosquito transmissor da malária”, disse.

Garcia da Costa disse que, ainda assim, os especialistas de saúde têm feito o possível nessas unidades, sempre que situações de emergência aparecem, no sentido de salvarem vidas.

Em função dessa situação, adiantou, os hospitais de referência têm conhecido um aumento de pacientes nos últimos meses, que ali acorrem para serem atendidos, pois, estes, têm tido dotação financeira.

O responsável justificou a situação com a actual dificuldade financeira que o país atravessa, estando a atrasar a alocação de verbas, manifestando-se esperançado de que o problema seja ultrapassado no mais curto espaço de tempo.

“Não temos sido contemplados desde Junho com os duodécimos para os centros e postos de saúde, mas acredito que assim que possível a situação será ultrapassada para o bem das nossas comunidades”, frisou.

Benguela regista aumento de casos de malária em crianças

Trinta e oito mil e 730 casos de malária foram registados em menores dos zero aos 14 anos de idade, no I semestre deste ano, pela repartição municipal da saúde de Benguela, mais sete mil e 494 casos em relação a igual período anterior.

Segundo Garcia Costa, deste número, mil e 989 internaram e 78 resultaram em óbitos.

O responsável apontou a falta de tratamento preventivo e de saneamento básico do meio como as causas da subida de casos da doença na região.

Apelou a população a se prevenir, combatendo os charcos de água parada, primar pelo saneamento básico do meio e usar mosquiteiros impregnados.

As doenças respiratórias e diarreicas agudas, casos de má nutrição, dentre outras, são outras das enfermidades mais frequentes nas crianças.

Com mais de 513 mil habitantes, o município de Benguela possui 37 unidades sanitárias públicas, sendo oito centros de saúde, 28 postos médicos, um hospital municipal e um hospital geral.

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