Confiscada casa da ex-miss Huambo, suposta amante do antigo ministro dos transportes

A Procuradoria Geral da República penhorou recentemente uma casa no condomínio “Jardim das Rosas”, em Luanda, pertencente a ex-miss Huambo 2013, Irene Ramos, e que lhe foi oferecida pelo ex-ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomas.

Fonte: Club-k.net

A decisão da PGR, segundo apurou o Club-K, deveu-se ao facto de se tratar de uma casa que fazia parte de uma aquisição do Porto de Luanda,  destinada ao quadros da sua direcção mas, que foi oferecida a uma cidadã que não é funcionária desta instituição sob dependência do Ministério dos Transportes.

 

O imóvel   foi sujeito  a alterações (obras de reparação) que, de acordo com as investigações da procuradoria, foram pagas pelo Ministério dos Transportes e com os preços totalmente sobre-facturados. No entendimento do Ministério Público que investiga o assunto, as obras de reparação desta casa com preços alterados terão servido para lavagem de dinheiro de fundos públicos.

 

No momento em que aconteceu a acção de penhora, a alegada proprietária, Irene Ramos, encontrava-se nos Estados Unidos da América onde estuda.

 

Augusto Tomás, a entidade que a ofereceu a casa, foi também objecto de uma surpreendida acção de buscas numa das suas propriedades, na manha de sexta-feira, 21, enquanto respondia ao Departamento Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) da PGR, órgão que no final do mesmo dia decretou a sua detenção.

 

Nas semanas anteriores, a instrutora do processo, Petra Romana Timóteo Correia, teria também se deslocado a Portugal, a fim de rastrear movimentações que o antigo ministro dos Transportes terá alegadamente feito, naquele país europeu.

 

Numa nota distribuída à imprensa na semana finda, a PGR justifica que a medida de coação pessoal aplicada decorre do processo – crime 23/18-DNIAP, uma vez que pesam ainda sobre o ex-ministro indícios dos crimes de branqueamento de capitais e outros.

 

Estes crimes previstos e puníveis pelo Código Penal e pela Lei 03/14, de 10 de Fevereiro – Lei sobre a Criminalização das Infracções subjacentes ao branqueamento de capitais. E nos termos das disposições combinadas da alinha G do artigo 16º e dos números 1 e 2 do artigo n.º 36º da Lei 25/15 de 18 de Setembro – Lei das Medidas Cautelares em Processo Penal, foi decretada a medida de coação pessoal de prisão preventiva igualmente a Rui Manuel Moita, ex-director geral adjunto para área Técnica do Conselho Nacional de Carregadores.

Tomás em vias de sair sob caução

Segundo apurou o Club-K, o antigo governante deverá ser devolvido a liberdade no inicio da próxima semana mediante ao pagamento de uma caução.

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