Suposto proprietário de quinta queixa-se de ameaça de morte por parte do comandante-geral da Polícia Nacional

“Temo pela minha vida e dos meus familiares” – diz o ancião e agricultor Armando Manuel, que disputa terreno com o comissário-chefe Paulo de Almeida, em carta endereçada ao Presidente da República


CORREIO ANGOLENSE


O ancião Armando Manuel, 71 anos, suposto dono de uma quinta de 12 hectares no Zango Zero, município de Viana, alvo de disputa com o actual Comandante-Geral da Polícia Nacional, afirma que está a ser vítima de perseguição e de ameaça de morte pelo comissário-chefe Paulo de Almeida.

Paulo de Almeida confirmou, há dias, que foi constituído arguido por alegado esbulho violento de uma quinta de 12 hectares, sob exploração de Armando Manuel, que diz ser sua propriedade há 40 anos, mas que o comandante Geral Polícia Nacional considera ter adquirido em 1998 ao Gabinete de Desenvolvimento e Aproveitamento Hidráulico do Kikuxi, GADAK.


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Armando Manuel narra que desde que o assunto se tornou público o comissário-chefe Paulo de Almeida, através de terceiros, tem infernizado a sua vida e da sua família, procurando desta forma forçá-lo a abrir mão do terreno que lavra há décadas.

“O senhor Paulo de Almeida quer tirar-me o terreno valendo-se da função e da posição que ocupa e continua a ocupar. Eu não vou descansar até que o senhor Paulo de Almeida abandone o terreno que eu lavro há mais de 30 anos com a minha mulher e os meus filhos”, desabafou o ancião.

Realça não ser verdade que os documentos que atestam que o terreno é sua propriedade sejam falsos, como deu a entender Paulo de Almeida. Armando Manuel assegura que a documentação lhe foi atribuída pelo GADAK, UNACA e pela Administração Municipal de Viana.

O ancião confirma que, para dirimir a disputa, o caso já se encontra no Tribunal Supremo. Alega, no entanto, não confiar numa resolução a seu favor devido a suposta influência que Paulo de Almeida possa usar sobre este órgão para que ele perca o terreno.

“Eu temo pela minha vida e dos meus familiares que, neste momento, estão a ser envolvidos pelo oficial superior da Polícia Nacional. Espero por um retorno breve da carta que enderecei ao Presidente da República quanto ao litígio do terreno”, explica Armando Manuel.

Correio Angolense constatou a existência de documentos diversos passados pelos organismos acima, atestando que o terreno em causa está em nome do ancião Armando Manuel.

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