Em declarações à revista Jeune Afrique, o líder da CASA-CE aponta para os desafios do futuro – projectando uma candidatura em bloco da oposição angolana às autárquicas de 2020 -, sem esquecer as lições do passado.

Com destaque para a passagem pela UNITA, cuja presidência chegou a disputar, perdendo para Isaías Samakuva.

O desfecho acabou por desencadear a sua saída do “Galo Negro” e a fundação da CASA-CE, decisão que Chivukuvuku justifica não por um qualquer sentimento de mau perder, mas pela necessidade de desenvolver a sua carreira, que na UNITA estaria “bloqueada”.

Para além de invocar ambições de progressão política, o dirigente explica que aos poucos se foi distanciando do partido.

“O mundo mudou, mas a UNITA permaneceu como um gueto étnico e cultural”, lamenta.

Apesar do afastamento, Chivukuvuku diz que está empenhado em convencer o “Galo Negro” e os demais partidos da oposição a concorrerem em bloco às eleições autárquicas de 2020, iniciativa que em vez de unir os adversários do MPLA, parece estar a criar novas divisões.

Isto porque a UNITA garante que a ideia de uma corrida em bloco da oposição é sua, e não da CASA-CE.