Enfermeiros/médicos contestam quantidade de vagas disponíveis em Benguela

Os téscnicos       de saúde consideram ínfimos os número de vagas para actualização de categoria, definidos pelo Ministério da saúde, alegando que não reflectem a necessidade do sector na província de Benguela

Trinta enfermeiros com o nível académico de médicos destacados em Benguela dizem estar insatisfeitos com as quotas de vagas destinadas à província no concurso público de actualização de carreiras anunciado pelo Ministério da Saúde.

Em causa estão as 10 vagas para médicos assistentes e nove de médicos internos gerais disponíveis, por, alegadamente, não cobrirem, segundo argumentam, a cifra de enfermeiros com qualificações médicas e que, neste momento, aguar- dam por mudança de categoria.

Os médicos, destacados no Hospital Geral de Benguela, contestam aquilo a que chamam de injustiça e prometem paralisar as actividades caso não se lhes resolva o problema, embora cépticos quanto à reversibilidade da decisão institucional. Agastados com a repartição de vagas feita pelo Ministério da Saúde, afirmam que as 114 colocadas, no total, à disposição para actualização de carreira no concurso tornado público por despacho do Governador de Benguela, datado de 27 de Agosto, não satisfazem a demanda de quadros à espera de actualização de categoria.

“Somos “enfermeiros médicos”, trabalhadores do Ministério da Saúde formados há mais de cinco anos, com todas as responsabilidades médicas, mas o salário é correspondente ao de um enfermeiro. Não tem lógica”, lamenta o profissional Faustino Vinte. Contou que figura entre os profissionais do sector que, não obstante as suas qualificações médicas, continuam,  há cinco anos, a auferir salário correspondente ao de enfermeiro.

“Nós somos perto de 35 enfermeiros/médicos a concorrer por apenas nove vagas”, referiu.

Já a médica Carolina Kim, também enquadrada como enfermeira, recorre a pre- ceitos bíblicos para susten- tar a sua insatisfação face ao sucedido. Para a técnica de saúde, isso prova que o sec- tor não está preocupado em reconhecer os esforços que eles fazem em prol da assis- tência médica.

“Será que o Ministério não tem noção de que na provín- cia encontram-se mais de 30 médicos nesta situação? Nós trabalhamos como médicos e não como enfermeiros”, fri- sou.

O director do  Gabinete Provincial da Saúde, Manuel Cabinda, disse que serão realizados três modalidades de concurso público, designadamente de ingresso – para novas entradas no sector – e, simultaneamente, o de promoção e actualização (estes são para os quadros). O responsável, que viu a sua locução à imprensa ensombrada pela contestação de técnicos, explicou como o caso se vai processar para os enfermeiros que precisam de transitar para outra carreira.

“Se reúne os requisitos para sair da carreira de enfermagem para a carreira médica, então, deve habilitar-se ao concurso de actualização. As vagas não vão responder de imediato às necessidades de Benguela”, frisou. Esclareceu que as inscrições começam no dia 3 de Setembro, em toda a extensão da província.

Para o concurso público de actualização, alvo de contestação dos técnicos, existem 10 vagas para médicos assistentes, nove para médicos internos gerais, 49 para enfermeiros superiores, três para técnicos e especialistas de enfermagem, 26 para enfermeiros do nível médio e 17 para técnicos de diagnóstico e terapêutica diagnóstica superior.

De referir que, no presente concurso público, foi atribuída à província de Benguela 615 vagas, distribuídas em 252 para ingresso, 249 para promoção e 114 vagas para actualização de carreira.

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