Trabalho escravo nas empresas de pesca da Baia-Farta em Benguela

É verdade, jorrou alegria na Caota. Jorrou a alegria da revolta da maioria, que bem pode – talvez deva – ser equiparada a uma hipocrisia do tamanho do mundo, se é que o “hipocrímetro” tem condições para um exercício à medida da insensibilidade.
Irmãos angolanos são escravizados em companhias de pesca administradas por chineses que vieram à boleia de conterrâneos seus. Trabalho sem descanso, de segunda a domingo, com salário de mil kwanzas dia.
Péssima alimentação, um pirão com peixe e um “molho estranho”, na base de casos de doenças nas empresas. Um funcionário da área de descarga de pescado afirma que “o Estado não deve olhar só para a estrutura, tem de olhar para nós, isto é miséria”.
O Sindicato das Pescas e Derivados diz que vai lá ter, vai a empresas que representam um investimento superior a 65 milhões de dólares. Cada uma “captura” uma receita diária na ordem de 150 mil dólares. É triste, muito triste. O dirigente que deveria defender os seus “conterras” não mais faz do que abrir as “fagarras”


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