Nomeações no Benguela Fashion Show causam polémica

As nomeações para a categoria da Comunicação Social no Benguela Fashion Show causaram polémica. A controvérsia é real e está instalada no Facebook.

Uma das reacções (mais importantes) que não se fizeram esperar foi a de António Hungulo Tonni, que escreveu:
“… Não entendo as razões que fazem com que o jornalista José Honório, antigo cobrador de táxi, com uma história de vida inspiradora e vencedor do prêmio Nacional de Jornalismo, não ser indicado para nenhuma categoria desde que o concurso começou por cá…”.

No entanto, a minha resposta não tardou, também:
” – Caríssimo, não obstante agradecer a sua referência à minha pessoa, penso que no meio é que está a modéstia…No entanto, depois de muitos amargos de boca, por sempre ver o Prémio Provincial em Benguela de Jornalismo passar ao meu lado e ser como que partilhado quase sempre entre jornalistas da Rádio Benguela, TPA e Jornal de Angola, comecei então em 2010 a apostar no Concurso Nacional…E finalmente em 2016 senti a alegria, o prazer e a honra de levar o Prémio Nacional de Jornalismo categoria Imprensa “escrita” (desculpe -me o pleonasmo) a Benguela. Onde, verdade seja dita. Sempre fui, em alguns círculos, injusta e cruelmente depreciado pelo meu à vontade.

Certa vez um jornalista da televisão, cujo nome omito por ética e que esteve ligado directamente à gestão desse concurso local durante largos anos, veio ter comigo e, de forma áspera, disse-me: “Honório, desista do prêmio provincial. Vocês da Angop não têm como ganhar…porque o vosso trabalho é publicado na Internet”…Foi ruim ouvir isso, mas não desisti. É claro! E tanto quanto julgo lembrar, quando finalmente venci o mais cobiçado galardão Nacional de Jornalismo, apenas algumas pessoas singulares, entre as quais você mesmo, bem como o comandante Jaime Azulay e, também, colegas da Rádio Benguela (nomeadamente Ekumby David, Gilceu de Almeida, Lena Sebastião…e Edson Santos, sendo este último pelo CIB), pronunciaram-se através das ondas sonoras da rádio e, respectivamente, em nota…ou em rede social.
À excepção disso, nem o Governo de Benguela nem outras instituições públicas afins, manifestaram publicamente algum sentimento. Mesmo sabendo que um prémio desta dimensão dignificava Benguela e suas gentes nos anais do jornalismo. Fingiram “descaradamente” que nada estava a acontecer ou que de nada sabiam. Endureceram mais ainda os seus corações todos quantos no passado punham em causa o meu talento, a minha total dedicação a esta nobre profissão. …E sabe por que é que, à excepção da sua pessoa e dos meus familiares, não me foram buscar ao Aeroporto ou tão-pouco organizaram algum evento para que eu apresentasse o galardão à sociedade, como, aliás, fazem ou faziam com as misses ou, ainda, outros jornalistas que já venceram o mesmo troféu???!! Porque esse prêmio de 2019 conquistado duramente por mim, todavia, com inenarrável sacrifício, surpreendeu muita gente que ainda hoje, passados quase dois anos, sente o gosto amargo da minha vitória. Ainda assim, creio que o facto de ter chegado tão longe a nível profissional, porém, nacional não me torna de modo nenhum elegível para esse e tantos outros concursos made in Benguela. Isto sem desmérito nenhum a quem quer que tenha vencido o que quer que seja neste afamado certame. Aliás, até os felicito vivamente.

Mas por que não voltar à falar em modéstia?! Ena, francamente falando, estou neste momento muito abaixo da extraordinária performance do nosso repórter revelação da Rádio Benguela Lourenço Kavanda, para cuja nomeação – fosse neste evento ou noutro – eu votaria sem tugir nem mugir. Quanto à mim, o limite é o Céu…Não Benguela. Jamais. Até porque sou só um simples citadino, feio e pobre por sinal, e longe de chamar a atenção de benguelenses que sentem o rei a andar na barriga. Avante!”
OBSERVAÇÃO: Sou responsável pelo que escrevi e não pelo que você possa ter de vir a entender…

Por: José da Graça |Facebook


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