Deslumbrante Avião no Miss Angola’2018

Um ano e meio depois, o concurso Miss Angola voltou à passarelle, na sua edição 2018 para consagrar Ana Liliana Avião, Miss Benelux (comunidade económica que compreende Bélgica, Holanda e Luxemburgo), como a “rainha da beleza angolana”. A vencedora concorreu em representação da diáspora, obedecendo a uma norma do Comité Miss Angola.

Num evento requintadamente charmoso em que as 19 candidatas desfilaram em trajes típicos da região de origem, de banho e de gala, como é costume neste tipo de concursos, as representantes do Cunene (Indira Cândido) e do Kwanza-Norte (Núria Nunes) foram respectivamente as segunda e primeira Damas de Honor.


Image

Apresentado pela ex-Miss Angola Zuleica Wilson e pelo actor Igor Benza, o certame que celebrou a sua 22.ª edição aclamou ainda Ariela Barros (Bié) como quarta classificada e Cássia Mayuba (Kwando Kubango) como quinta colocada. Maria Pinto (Benguela) foi indicada Miss Simpatia pelas próprias concorrentes, enquanto os profissionais da mídia que durante um mês trabalharam com as candidatas elegeram Delfina Catumbila (Kwanza-Sul) como Miss Fotogenia e o júri considerou o melhor traje tradicional como sendo o de Vilma Lopes (Huíla).

Na gala estrelada pela top-model angolana Maria Borges, enquanto membro do júri, além das vencedoras das distintas categorias, estiveram também no primeiro grupo de 10 finalistas, de onde saíram as classificadas entre o primeiro e o quinto lugares, as representantes de Malanje (Jurelma Morais), Cabinda (Bárbara Daniel), Uíje (Ariana Silva), Benguela (Maria Pinto) e Namibe (Dina Araujo).

Com o adorno musical de Edmásia Mayembe, Selda, Zona 5 e Yuri da Cunha, a gala, presenciada in situ por cerca de mil pessoas, realizou-se sob o tema “Turismo em Angola” e mobilizou doações para o Hospital de Hidrocefalia de Benfica, em Luanda, que há uns tempos a esta parte vem merecendo a ajuda do Comité Miss Angola, presidido pelo empresário Minoru Dondo.


Image

Transmitida em directo pela TPA-2 e pela TV Zimbo e tendo homenageado as “Sete Maravilhas Naturais de Angola”, a cerimónia de premiação da Miss Angola conheceu momentos de grande emoção, como a música de homenagem à sua falecida esposa sentidamente cantada por Yuri da Cunha e a passagem da coroa de Lauriela Martins para a futura representante do país na edição 67 do Miss Universo, que se realiza na China ou na Tailândia em Setembro próximo. A passagem em trajes de banho também foi vivamente ovacionada.

A única nota dissonante aconteceu durante a auto-apresentação das candidatas. Ao fazerem-no nas respectivas línguas nativas, muitas borraram a escrita, gaffes que não pode ser assacadas ao Comité Miss Angola. É que, as próprias concorrentes podiam esmerar-se mais na preparação dos discursos, recorrendo a parentes e familiares que dominam o idioma materno para que se desempenhassem melhor, em vez de meterem despropositadamente a palavra representante e outras em português no meio da alocução em língua nacional. À parte esta pequena pecha, tudo correu na perfeição e extasiou a selecta plateia onde brilharam algumas das mais belas mulheres de Angola. Políticos, empresários, artistas, modelos, estilistas, jornalistas, diplomatas e outros assistiram ao evento que teve como júri o empresário José Mário (presidente), Maria Borges (top-model), Amílcar Xavier (jornalista), Luísa Baptista (Miss Angola’2016), Rose Palhares (estilista), Anabela Aya (cantora), Lukeni Araujo (Ministério do Turismo), Makito Daniel (empresário) e Sónia Cunha (gestora).

Desfile de beldades tem duas décadas

Image

(*) Realizado sob égide do Ministério do Turismo e não pelo Comité Miss Angola, criado apenas em 1998

Loading...
Input your search keywords and press Enter.

Com um gosto você fica por dentro de tudo