Segundo o documento, consultado pelo NJOnline, o compromisso com o BM responde à necessidade de diversificação das fontes de financiamento para a execução de Programas de Investimento Público.

A verba agora acordado, informa o despacho presidencial, destina-se à “cobertura do Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial”.

Com este financiamento, o valor disponibilizado a Angola pela instituição financeira desde o início do ano ascende a 240 milhões de dólares. As contas incluem a atribuição de 110 milhões para “cobertura do Projecto de Fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde”, aprovada em Maio passado pelo Presidente da República.

Neste caso, o acordo foi justificado pela necessidade de melhorar o desempenho de cerca de 300 unidades de cuidados primários de saúde, como postos de saúde, centros de saúde e hospitais municipais, localizados em 21 municípios de sete províncias do país.

Nomadamente: Icolo e Bengo (Luanda), Ambriz e Dande (Bengo), Chitato, Cambulo, Cuango e Lucapa (Lunda Norte), Camanongue, Luau e Luena (Moxico), Cacuso, Kalandula, Malanje e Caculama (Malanje), Maquela do Zombo, Negage, Uíge e Sanza Pombo (Uíge) e Cuito Cuanavale, Mavinga e Menongue (Kuando Kubango).

Vice-presidente do BM para África prometeu mais apoio para Angola

Os dois acordos de financiamento surgem meses depois da visita a Luanda do vice-presidente do Banco Mundial para África, Makhtar Diop.

Na reunião que manteve com Archer Mangueira, Diop, que também reuniu com o Presidente da República, João Lourenço, passou em retrospectiva a relação de muitos anos que o Banco Mundial mantém com Angola, pais onde já investiu mais de mil milhões de dólares em diversos sectores, com destaque para a saúde, agricultura e educação.

“O que importa”, neste momento, apontou Makhtar Diop aos jornalistas após o encontro com Mangueira, “é que há vontade do Banco Mundial de apoiar o Governo de Angola”.

A disponibilidade foi descrita como uma “notícia boa”, pelo titular das Finanças.

“Estamos muito agradados pelo facto de se abrir uma janela de oportunidade, não só em relação à ampliação da cooperação já existente, mas também quanto à possibilidade de um apoio financeiro ao orçamento”, sublinhou nessa ocasião o governante angolano, lembrando que o Executivo pediu ao Banco Mundial que fizesse um estudo de diagnóstico para identificar as ineficiências que existem em Angola sobre o desenvolvimento do sector privado, tendo em vista a melhoria do ambiente de negócios.