Alerta: Importado remédio falso que é idêntico ao coartem

Um importador, cujo nome não foi revelado pela Inspecção-Geral da Saúde, mandou produzir, num laboratório, chinês ou indiano, um medicamento falso para o tratamento do paludismo, tendo dado o nome de “cesartem” e colocado em embalagens idênticas às do “coartem”.

A denúncia foi feita, quinta-feira, à Angop pela chefe de Departamento de Inspecção Farmacêutica, Nídia Saiundo, que alertou não estar o “cesartem” recomendado para o tratamento do paludismo. Além do “cesartem”, Nídia Saiundo denunciou a existência em Angola de mais medicamentos falsos ou impróprios para o consumo humano, de origem chinesa e indiana, destinados ao combate à malária e à impotência sexual.

A responsável disse estar, entre os medicamentos falsos, o “artemeter” de 180 miligramas e 60 miligramas em suspensão oral para crianças, dos lotes nº Y70424 e Y70109.
Nídia Saiundo informou ainda que todos os lotes de paracetamol de 500 miligramas, importados pela Angomédica, o “black cobra” de 150 miligramas e o “nevegra” de 150 miligramas, ambos para o tratamento da impotência sexual, são também impróprios para ouso humano.

O “artemeter” em suspensão, de acordo com Nídia Saiundo,  foi retirado de circulação por não constar do protocolo nacional de tratamento da malária. Os medicamentos falsos foram detectados em farmácias e depósitos de medicamentos nas províncias da Lunda-Norte, Cuando-Cubango, Moxico, Huambo, Uíge e Zaire, tendo, na última província, sido feita “uma grande apreensão” ao longo da fronteira com o Nóqui.

O “coartem” é um anti-palúdico que o Ministério da Saúde importa, no âmbito de um convénio que estabeleceu com uma empresa, para ser distribuído gratuitamente à população, através da rede pública de saúde.

A inspectora da Saúde elogiou o papel desempenhado pela Polícia de Guarda Fronteira no combate à entrada de medicamentos contrafeitos  a partir dos postos fronteiriços.


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