Do acordo assinado pelo SINPROf, em representação dos professores, e o Governo, representado pelos secretários de Estado do Ministério da Educação e do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, constava um cronograma de acções com prazos de cumprimento imediato, nomeadamente a publicação dos estatutos dos agentes da Educação, em Junho de 2018, que, segundo o sindicato, não foi cumprido.

Na nota recebida pela redacção pode ler-se que “o não cumprimento dos prazos acordados poderá comprometer as relações entre as partes e condicionar a realização das provas do segundo trimestre”.

O Sindicato diz ainda, através do mesmo comunicado, que “a não publicação dos estatutos em Diário da República vai devolver a palavra aos professores para que estes decidam o rumo a tomar”.

De lembrar que a greve nacional dos professores teve uma adesão de 90 por cento, tendo paralisado as escolas do país entre os dias 09 e 13 de Abril, data em que foi rubricado um memorando de entendimento com o Governo “que respondia à principal reivindicação dos professores, ou seja, a aprovação dos estatutos da carreira”.

Para haver suspensão da greve, o SINPROF exigia que a tutela apresentasse um cronograma exequível, com prazo de execução curto.

“Com datas de quando vai ser aprovado e publicado no Diário da República, bem como da sua execução e implementação, porque de promessas estamos fartos”, dizia Guilherme Silva, na terça-feira, 10 de Abril, um dia depois do início da greve que era previsto durar 18 dias e comprometer o período de provas se as reivindicações dos professores não fossem, mais uma vez, tidas em conta pelo Governo.

Os professores aderiram em massa a esta greve, que teve uma adesão “acima dos 90%”, e colocam agora em cima da mesa uma nova greve durante as provas do segundo trimestre.