A festa que ‘’privatizaria’’ uma rua de Benguela

Meninas que dizem ser conhecidas tentaram, à boleia das influências desta cidade que não pára de emitir sinais de desgoverno, limitar a circulação de dezenas de cidadãos por causa de uma festa .

Redacção  

 Em fase de confrontos de ideias relativos a temas da actualidade dignos de prender a atenção de qualquer observador, como são os casos do lixo, das greves e da polémica dos kupapatas, a opinião pública não podia ter sido confrontada com uma medida mais cruel do que àquela que interditou, por algumas horas, sábado último, parte da rua 10 de Fevereiro, nas imediações da Rádio Benguela e da Escola do Ensino Especial.  

E tudo, pasme-se, por causa do capricho de meia dúzia de meninas que decidiram organizar uma festa.

 

A festa, é certo, acabaria por ser realizada no cine Kalunga, justamente pela manifestação de repúdio ouvida aqui e acolá, mas as autoridades, com a Administração Municipal à testa, ficam mal na fotografia só pela autorização de uma rave que travava a livre circulação de pessoas.  

 

Informações disponíveis indicam que o governador provincial e o comandante provincial da Polícia tiveram um papel preponderante no processo que culminou com a transferência da fanfarra, acabando por evitar males maiores.

 

Num abrir e fechar de olhos, todo o equipamento foi retirado do local onde nunca deveria ter sido colocado, para a satisfação dos moradores, obrigados, lamentavelmente, a um exercício de ginástica para chegar às suas próprias casas.

 

Benguela tem, repetimos, problemas bem mais sérios para tratar, pelo que brincadeiras de mau gosto como a que ‘’privatizaria’’ a zona por mais horas, uma noite inteira, devem ser banidas do mapa.


 

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