Zenú fica com empresa que recebeu USD 100 milhões do Fundo Soberano

José Filomeno dos Santos chamou a si, o controle da Kijinga S.A., uma empresa descrita como fantasma e que a 22 de Janeiro de 2015, foi denunciada pelo Maka Angola como tendo recebido um pagamento de 100 milhões de dólares do Fundo Soberano de Angola.

 

Fonte: Club-k.net

A Kijinga S.A não tem funcionários. Foi constituída a 4 de Dezembro de 2012, em nome de “testas de ferros” que trabalham para si no Banco Kwanza e FACRA, nomeadamente: Pascoalina Natacha Daniel Sambo, Sendji Alexandre Vieira Dias, Mário Augusto dos Santos Mangueira, Cira Cláudia Ferreira Custódio Medrôa e Djanir de Nazaré Ferreira da Conceição.

 

Interrogada na altura, pelo ‘Maka Angola’, Pascoalina Natacha Daniel Sambo explicou que “passámos [accionistas nominais] as acções para o Banco Kwanza logo na constituição da empresa”. Sobre outras questões relacionadas com a actividade da empresa e a permanência dos nomes dos testas-de-ferro como accionistas, Pascoalina Sambo remeteu-as para o proprietário da empresa. “As questões têm de ser colocadas ao Banco Kwanza”, disse.

 

Também questionado sobre o pagamento efectuado, José Filomeno dos Santos, na altura presidente do Fundo Soberano de Angola, havia prestado a seguinte informação, ao Maka Angola, via e-mail.

 

“O Fundo Soberano de Angola realizou o capital próprio de 9.950.750.000,00 Kwanzas num veículo comercial que está focado para a criação de incubadoras de micro-negócios para os empresários angolanos. Esta iniciativa representa o primeiro projecto de integração social no país realizado como um empreendimento comercial sustentável”.

 

Porém, dados em posse do Club-K, indica que um ano antes de José Eduardo dos Santos deixar o poder, isto é a 24 de Junho de 2016, Zénu dos Santos passou para a si a tutela da Kijinga S.A. Mudou também a sua sede para rua Kwama Kruma, na Maianga, onde funciona a “Mais Finance Service”, a empresa usada na burla dos 500 milhões ao BNA.

Ao mesmo tempo, nomeou-se Presidente do Conselho de Administração desta empresa nomeando administradores Hugo Miguel Evora Goncalves e Artur Carlos Andrade Fortunato, este último, ex- Ministro da construção.

 

José Filomeno dos Santos enfrenta dois processos criminais na PGR. Um ligado a conhecida burla ao BNA, e outro pelo pagamento de 80 milhões de dólares que o Fundo Soberano efectuou a “Afrique Imo”, de Jean Claude Bastos de Morais, para construção de um edifício que não existe.

 

Para o analista Pedro Malembe, a PGR deveria em honra da transparência convocar todas as partes envolvidas para que se esclareça o destino dos 100 milhões de dólares que o Fundo Soberano transferiu para a Kijinga S.A.

 

Numa “mensagem do PCA”, publicada por José Filomeno no site do Fundo Soberano, em 2015, o mesmo alega que a Kijinga S.A. é uma sociedade “focada na incubação de micro-negócios de empreendedores nacionais residentes na zona periférica da capital.”

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