Trabalhadores de centro de hemodiálise de Benguela há seis sem salários

Os enfermeiros do Centro de Hemodiálise de Benguela estão sem saláriso há seis meses, mas descartam a possibilidade de entrar em greve porque isso colocaria em perigo a vida de 122 pacientes que usam as instalação.

Os trabalhadores, preocupados também com a baixa da qualidade do serviço de limpeza do sangue devido à falta de medicamentos, dizem sentir-se particularmente irritado porque não há qualquer pronunciamento das autoridades competentes.

‘’É difícil trabalhar sem salários, há pessoas que não fizeram nada desde que começou o ano, não temos nenhuma informação”, disse uma das enfermeiras.

“Para nós, mulheres, é mais difícil ainda, os meus filhos já não tomam leite, só a minha família é o meu suporte, mas estamos fartos de bater portas’’, acrescentou.

A paciente Maria Etélica mostrou-se solidária com os trabalhadores afirmando que com esta situação “ninguém fica alegre, e nós é que pagamos”.

O Governo tem de resolver isso, é preciso que as pessoas sintam o que os outros sofrem para ver como é’’, acrescentou.

A VOA não conseguiu obter a versão do presidente do Instituto Angolano do Rim, Jesus Rasgado, parceiro do operador privado que gere as clínicas, que chegou a condicionar os salários e aquisição de fármacos a uma dívida do Ministério da Saúde a rondar os 5,5 mil milhões de kwanzas.


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