Repórteres da TPA Benguela barrados à porta do estádio de Ombaka

Uma equipa de repórteres do centro de produção de Benguela da Televisão Pública de Angola (TPA) foi barrada domingo último, 24, por um agente de segurança a serviço da empresa de eventos desportivos BS, contratada pelo 1º de Maio de Benguela, quando tentava entrar no Estádio Nacional de Ombaka, onde deveria cobrir o jogo desta equipa com o Petro de Luanda (1-2).

A falta de credenciais para a cobertura do encontro pontuável à 18ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da 1ª Divisão, vulgo Girabola-ZAP, é o motivo da atitude do segurança que comunicou aos profissionais daquela estação televisão que não estavam autorizados a entrar, em cumprimento de orientações da direcção do clube.

Como consequência, o jogo número 140 do Girabola’2018, que opôs proletários e petrolíferos no mítico estádio de Ombaka, que em 2010 acolheu jogos da Série C do CAN Orange Angola, acabaria mesmo por acontecer longe das câmaras da TPA, uma vez que o jornalista e o repórter de imagem da estação haviam sido barrados e obrigados a regressar à redacção mais cedo do que o imprevisto, mas sem as imagens dos protagonistas do 1º de Maio-Petro de Luanda.

Apenas foi permitida a entrada de jornalistas da Rádio Cinco, canal desportivo da Rádio Nacional de Angola, do Jornal dos Desportos, do grupo Edições Novembro, e da TV Zimbo (estação privada). Entretanto, o acesso do jornalista da Agência Angola Press também só foi autorizado meia hora depois do arranque da partida, após largos minutos de espera à porta do estádio, pelas mesmas razões.

Contactado a propósito desse episódio, Victorino Visele, vice-presidente do 1º de Maio de Benguela, considera o acontecimento infeliz, porém, evitável se houve uma melhor comunicação entre os repórteres e o segurança, para que se encontrasse uma saída mais airosa, que não a interdição. Não obstante, esclareceu que o acesso dos jornalistas desportivos aos estádios para a cobertura de jogos está condicionado à apresentação de uma credencial logo à porta, segundo as regras da FAF (Federação Angolana de Futebol).

“Não podemos imputar responsabilidade ao segurança, porque apenas cumpriu uma orientação alheia à sua vontade”, defendeu. E lembrou que os órgãos de Comunicação Social em Benguela estão credenciados. Por isso, recomenda-se que os seus profissionais façam-se acompanhar das respectivas credenciais sempre que se deslocaram ao estádio para cobertura de jogos oficiais do Girabola.

Reconhecendo entretanto que o jornalista, como qualquer outro profissional, não está imune ao risco de esquecer, Victorino Visele aconselha a que situações do género venham a ser comunicadas directamente a um membro de direcção do 1º de Maio de Benguela, em vez de se optar por tirar satisfação ao segurança como habitualmente acontece, com as já habituais consequências menos boas.

“Faltou comunicação (…). Conheço bem os profissionais de imprensa e é claro que, se soubesse o que estava a acontecer, teria evitado esse episódio triste”, rematou, prometendo que a direcção irá averiguar as circunstâncias em que os repórteres da TPA foram impedidos de entrar no Ombaka, até porque, com isso, os telespectadores ficam privados de ver as imagens do jogo.


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