Polícia deteve sete cidadãos por falsificação de assinatura da Primeira-Dama

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve, em Luanda, sete cidadãos nacionais, que falsificaram vários documentos em nome do gabinete da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço, para compra de brinquedos no âmbito da jornada da criança africana.

Fonte: NJ

Esta informação foi hoje avançada à imprensa pelo comissário Amaro Neto, director central de operações do SIC, tendo esclarecido que também foram detidos três funcionários bancários, em virtude de terem auxiliado os falsificadores no processo de levantamento dos valores.

“Os factos ocorreram aquando da recepção de uma participação criminal, proveniente do gabinete jurídico de Banco Comercial Angolano (BCA), contra uma empresa angolana com conta bancária no banco BIC que realizou uma transferência de cinco milhões de kwanzas, no passado dia 30 de Maio”.

Segundo Amaro Neto, o SIC procedeu a diligências junto do banco BIC onde se constatou que, para além da operação dos cinco milhões Kz, a empresa, de direito angolano, procedeu no mesmo dia a uma outra operação de oito milhões de kwanzas, proveniente da Empresa de Diamantes de Angola.

De acordo com o director central de operações do SIC, os três funcionários bancários detidos são do banco BIC, sendo um subgerente, um tesoureiro e um operador de caixa, que foram encaminhados ao Ministério Público que os colocou em liberdade sob termo de identidade e residência.

“Os funcionários foram detidos por terem ajudado os suspeitos no processo para o levantamento dos valores na conta utilizada em troca de ofertas monetárias”, explicou.

Amaro Neto disse ainda que a mesma rede de marginais deu entrada de um pedido de patrocínio na Caixa de Protecção Social do Ministério do Interior com o mesmo propósito, e recorrendo à falsificação de assinaturas, mas a tentativa não foi concretizada.

O comissário informou ainda que os sete cidadãos já têm curriculum na polícia pelos mesmos crimes, mas que saíram aquando da amnistia de 2017.

Amaro Neto disse ainda que é a primeira vez que o SIC regista crimes de falsificação de documentos envolvendo o nome do gabinete da Primeira-Dama da República.


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