Governador de Benguela acusa operadores turísticos de afugentarem clientes

O governador provincial de Benguela, Rui Falcão, acusou recentemente operadores turísticos de afugentarem os clientes com os preços que praticam nas unidades hoteleiras

Socorrendo-se da sua experiência governativa, Rui Falcão, que discursava no fórum sobre turismo ocorrido a dia 30 de Maio nesta parcela territorial, presidido pela ministra da Hotelaria e Turismo, reprovou o facto de, em determinadas circunstâncias, operadores turísticos encarecerem os preços nos hotéis em função de actividades de grande vulto, promovidas pelo Governo. “Mas, muitas vezes, temos que reconhecer que nós agimos como champtox, somos os primeiros a afugentar os clientes. Digo isso por experiência prática de alguns anos de governação”, declarou.

De acordo com o governante, essas práticas em nada abonam para o turismo e contribuem para o fracasso de um sector que se quer cada vez produtivo, uma vez que, de acordo com a estratégia governativa, o sector do turismo é chamado a arrecadar receitas, fundamentalmente divisas para o país. “Isso faz com que as pessoas fujam das unidades hoteleiras e vão para outros sectores. É preferível nós termos um preço ligeiramente mais baixo e ter uma taxa de ocupação mais alta, porque ganhamos muito mais, do que a ter preços altos e termos a casa vazia.

Então é uma questão de filosofia”, refere. Rui Falcão salientou que, melhorando a oferta, dignificar-se-á a província, em particular, e o país, no geral, neste quesito. Entretanto, na visão do governante, o turismo em Angola só se vai desenvolver quando todos perceberem que é uma área onde não se enriquece da noite para o dia, ou seja, “em 24 horas, onde só poderemos crescer se formos consequentes no que fazemos”. E “nós sabemos que aqui em Benguela, nós temos estado em contacto com alguns operadores, temos vindo a baixar preços e, com isso, temos também vindo a atrair mais pessoas”, pontualiza.

O governador defende mais trabalho para que se arrecade receitas para os cofres do Estado, porque, no seu ponto de vista, potencialidades turísticas o país já tem. Segundo disse, há que trabalhar no sentido de que, mesmo não baixando a qualidade de serviços a prestar, o sector possa se tornar mais atractivo. “Benguela tem um potencial imenso”, reconhece Falcão, apelando aos operadores que saibam aproveitar as inúmeras oportunidades que o governo sob sua jurisdição proporciona. Por sua vez, a responsável do departamento ministerial, Ângela Bragança, considera bastante complexo o sector que dirige, por atingir o deleite das pessoas. De acordo com a ministra, para se trabalhar no turismo tem que se cultivar a noção de que se vai “trabalhar com a diversidade cultural, não só do país. Então nós vamos mexer com sensibilidades de perfis diferentes”, daí que se deve imprimir mais qualidade nos serviços a serem prestados.


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