Empresas públicas na Huíla devem salários há quatro anos

Três grandes empresas públicas do sector da construção e da agricultura na província da Huíla não pagam salários aos trabalhadores há quatro anos.

Trata-se da Empresa Nacional de Pontes, que deve 48 meses de salários aos trabalhadores, a Sociedade de Desenvolvimento da Matala (Sodmat), que gere o mesmo perímetro irrigado (quatro anos sem salários), a sua congénere das Gangelas, na Chibia, há três anos e as Moageiras da Matala, em igual período sem ordenados.

Essas denúncias foram feitas hoje à Angop, no Lubango, pelo secretário da Unta – Confederação Sindical na província da Huíla, Bernardo Carlos Cambundo, que exigiu uma solução urgente para o problema dos atrasos salariais.

Por outro lado, o líder sindical, apelou às entidades empregadoras em causa a cumprir com as regras contratuais previstas na Lei Geral do Trabalho, acordos colectivos, o pagamento do equivalente ao salário mínimo nacional, formação e refrescamento dos seus trabalhadores de forma a evitar esse tipo de situações.

Disse ser importante que as políticas económicas do Executivo sejam eficientes e tenham sempre em conta o bem-estar e a qualidade de vida dos trabalhadores.

Nessa senda, enquadra-se também a Sociedade de Desenvolvimento de Perímetros Irrigados em Angola (Sopir), que segundo o presidente do Conselho de Administração , Rafael Albino, deve dois biliões e 500 milhões de Kwanzas aos funcionários das empresas que gerem perímetros irrigados nas províncias do Moxico, Luanda e Huíla.

O  gestor deu essa informação , a 23 de Abril deste ano, aquando da visita dos ministros da Agricultura e Florestas, e da Economia e Planeamento, Marcos Nhunga e Pedro Luís da Fonseca, respectivamente, ao perímetro irrigado das Gangelas.

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