O BPC está há cerca de dois anos envolvido num pesado esquema de revitalização imposto pela crise do crédito mal parado – cobrança considerada inviável -, que, segundo o banco ultrapassava os mil milhões de dólares, obrigando o Estado a criar outra empresa pública, a Recredit, onde injectou mais de 2 mil milhões USD, para adquirir estas dívidas por forma a permitir relançar o negócio dos bancos comerciais atolados em problemas gerados pela concessão de empréstimos sem salvaguardas.

Das mais de 460 agências que tem espalhadas pelas 18 províncias, o BPC vai iniciar o fecho de um conjunto delas, embora ainda por definir, sendo que em Luanda oito vão fechar, tendo a instituição prevista a transferência das contas dos clientes para outras agências.

A encerrar estão, segundo comunicou o banco estatal, as dependências da Chicala (Poupa Lá) – passando as contas dos clientes ali domiciliados para a agência Ilha (0019) -, Belas (63) – com os seus clientes a serem transferidos para a agência Orquídea (0901) – , Camama (Poupa Lá) – cujos clientes vão para as agências Angochin (0150) e Golfe (0031), na avenida Pedro de Castro Van-Dúnem Loy -, 11 de Novembro (111) – cujas contas dos respectivos clientes passam a estar domiciliadas nas agências Angochin (0150) e do Cabolombo (0191 -, Zango 1 (047), Zango 2 (Poupa Lá) – que passam para a agência Zango (0057) -, Filda – vão para a agência Vila Luanda (0137) e SME Viana, de onde os clientes transitam para agência do BPC Viana 2 (071).