Contra vontade, Falcão vai continuar governar Benguela

Falcão conforma-se com “problemas em todos os cantos” e garante que fica em Benguela

O governador de Benguela viu rejeitado o pedido de demissão do cargo. Mais difícil do que a exoneração de Rui Falcão, que terá deixado o Namibe “só para arrumar a casa em Benguela na altura da agitação eleitoral”, seria encontrar um substituto para uma província dominada pela polémica, pelo que o Bureau Político optou por dar um calmante ao seu antigo secretário para Informação.
No último final de semana, numa visita a um CAP da zona E, Falcão fez questão de dizer aos militantes que não sairia, pelo menos tão cedo como se ventilava.
Desta forma, Rui Falcão terá de coabitar com o passivo deixado por Isaac dos Anjos, na base dos seus apelos ao combate à corrupção e aos desvios do erário público. Aliás, o governador tem revelado, em encontros com sectores da sociedade civil, que encontrou “problemas em todos os cantos da província”. As queixas podem até ser legítimas, mas a Rui Falcão serão cobradas obras, será cobrada a sua marca.
Muitos analistas dirão que não basta afirmar que “não tenho empresas”. É preciso mostrar as impressões digitais.

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