A raíz do fiasco da Feira Internacional de Benguela

Num artigos meus falei da importância da classe produtora que reside na vanguarda capitalista. Hoje falarei da issencia e importância classe consumidora.
Sem a classe consumidora, a classe produtora entra em colapso e teria que fazer o papel da classe consumidora, não sendo sustentável.
Foi o que aconteceu na FIB realizada no estádio de Ombaka. O evento foi um fiasco, não teve visitantes, havia essencialmente bancos e funcionários desde visitando se entre eles. Dificilmente conseguimos ver stands de outras empresas. Uma bolsa de negócios é muito mais que a banca!
A final qual foi a razão da fraca aderência das empresas a FIB?
A razão é que muitas delas estão passando por sérias dificuldades em parte causadas pelos bancos e a AGT que também esteve muito bem representada na feira.
Algumas para além das dificuldades, temem que ao montar uma stand na Fib poderão encontrar se com o seus credores e terem que justificar o incumprimento das prestações do crédito obtido destas instituições.
Os bancos não são detentores dos depósitos ou créditos concedidos, são apenas intermediários. Recebem depósitos e em função da natureza dos mesmos, pagam a aquém deposita e deixa o seu dinheiro no banco e cobram a quem pede emprestado. Assim o banco ganha na diferença do que paga pelos depósitos e do que recebe pelos empréstimos e outros serviços que faz.
O problema é que os bancos cobram muito pela sua intermediação no sector financeiro. Enquanto empresas fecham os principais bancos anunciam lucros anuais astronómicos. A taxa de juro é extremamente alta embora reflecte a escassez de poupanças no país, argumento dos bancos, não haverá poupança, se os magros lucros das empresas servirem para pagar os bancos. Assim as empresas fecham, o desemprego aumenta, o consumo baixa, a poupança desaparece, receita de impostos baixa e tentativas de realização de feiras de negócios serão um autêntico fiasco. A actual política dos bancos carrega sementes para sua própria destruição. Brevemente veremos fusões entre bancos porque os bancos não têm sabido promover o investimento por via da meritocracia. Neste andar esperemos melhores dias para a FIB no próximo ano.


Pelo CEA Rasolina Express, Edgar Oseias


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