JLO quer nome de JES “implicado” no caso de burla dos 500 milhões de dólares

Segundo o diário português que cita uma fonte do gabinete de João Lourenço, com isso Presidente da República manda “um claro aviso de que não está para brincadeiras e de que pretende ir até ao fim com esse processo”.

De seguida virou as baterias para as Maurícias onde pediu o congelamento de mais de 90 contas bancárias da Quantum Global, empresa de Jean-Claude Bastos de Morais, amigo e sócio de José Filomeno dos Santos “Zenu”, que geria mais de 85% dos activos do Fundo Soberano de Angola e que segundo as informações avançadas pelas autoridades tais contas teriam sido usadas para desviar dinheiro do FSDEA.

Para além dos desfalques de que é acusado de ter feito no FSDEA com o seu sócio e amigo Jean-Claude Bastos, Zenu é tido como o orquestrador da tentativa de burla de 500 milhões, supostamente com a cumplicidade do pai, que culminou com ele sendo constituído arguido assim como o ex-governador do BNA Valter Filipe, Jorge Pontes e outros funcionários do BNA.

Com esta ação João Lourenço põe fim às discussões que têm surgido em alguns ciclos da sociedade angolana segundo o qual o Presidente da República não pretende ver tanto a Isabel nem o Zenu no banco dos réus, e, que está somente a usar esta situação para fragilizar e obrigar José Eduardo dos Santos a abandonar a presidência do MPLA.

Outras fontes foram ainda mais longe e acusaram o governo de João Lourenço de encetar esforços no sentido de proteger a figura do ex-presidente, tentando ocultar o seu envolvimento nesta mega burla.

Em causa está o esquema montado por Zenu e Jorge Pontes Sebastião através de uma empresa-fantasma — a Mais Financial Services — que tinha como objectivo defraudar o estado angolano com uma falsa proposta de agenciamento de créditos até 30 mil milhões de dólares contra os quais o Estado tinha que desembolsar uma garantia de 500 milhões de dólares.

Com o aval de José Eduardo dos Santos e do anterior Governador do Banco Nacional de Angola Válter Filipe, contra o aviso negativo de Archer Mangueira, ministro das Finanças, o valor foi transferido para Londres, onde foi de imediato congelado pelas autoridades britânicas, após terem sido detectadas irregularidades processuais.

A semana passada o Ministério das Finanças informou que as autoridades britânicas tinham já feito a devolução dos 500 milhões de dólares. Facto que segundo alguns juristas contactados pelo Expresso, pode atenuar a sanção pelo crime, mas que o fim do caso continua a não deixar dormir descansados alguns dos seus protagonistas.

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