Diz que ficou gay depois de tomar analgésico

Um jovem inglês está a dar que falar depois de vir a público afirmar que os analgésicos que tomou o tornaram homossexual. Scott Purdy, de 23 anos, começou a tomar Pregabalin após partir um pé num acidente de kart e, aos poucos descobriu que estava a sentir-se atraído por homens, algo que nunca tinha acontecido. Scott, que namorava há seis meses, perdeu o desejo sexual pela namorada e viu-se forçado a acabar a relação.

“Notei que a minha libido estava a diminuir e já não me interessava por mulheres. Em vez disso procurava atenção masculina. Nunca tinha tido interesse em homens, mas assim que comecei a tomar Pregabalin via minha vida de pernas para o ar e deixei de achar a minha namorada fisicamente atrativa”, relata o jovem.

“Não sei o que se passa comigo mas eu gosto de homens e, por isso, não posso ficar contigo”, foi a justificação que deu à namorada, para o fim da relação. Aos amigos e familiares, Scott, natural de Licolnshire, no Reino Unido, escreveu apenas no Facebook “Eu sou gay”, sem avançar os motivos.

O Pregabalin, também vendido como Lyrica, tem como efeitos secundários documentados a perda de apetite sexual e alterações de humor, mas até agora não havia registo de nenhum caso semelhante ao de Scott. “Demorei algum tempo a perceber que a culpa era do medicamento. Mas após algumas semanas deixei de tomar e os efeitos passaram”, explica o jovem, que ainda assim manteve a orientação sexual recém descoberta.

“Voltei a tomar depois e estou muito feliz. Quis continuar porque me faz sentir seguro e feliz com a minha sexualidade. Foi libertador. Como também é usado para tratar paranóia e ansiedade, eu agora não quero saber o que as pessoas pensam”, adianta.

O inglês rejeita a ideia de avançar com um processo contra a Pfizer, fabricante do medicamento. “Não estou zangado porque foi graças ao medicamento que descobri quem sou na realidade”, finaliza Scott, adiantando que vai ter um encontro em breve com um homem que conheceu nas redes sociais.

Em comunicado, a Pfizer explica que “quando prescrito e administrado de acordo com o rótulo aprovado, é uma opção de tratamento importante e eficaz para muitas pessoas que vivem com dor crónica, ansiedade generalizada ou epilepsia” e aconselha que “se forem detetados efeitos secundários, dev alertar imediatamente o seu médico ou farmaceutico. Esta polémica tem se refletido na quebra de vendas deste medicamento.

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