BNA concede luz verde aos bancos para cobrarem mais aos seus clientes

A partir de 26 de Fevereiro de 2018, entrou em vigor a nova lista de serviços mínimos bancários (produtos bancários essenciais ou básicos que permitem a utilização das contas bancárias de forma simples), concretamente o Aviso n.º 03/2018 referente à isenção de cobrança de comissões sobre esses serviços e, por conseguinte, surgem duas perguntas que não se calam – “O que mudou?” e “O cliente bancário foi prejudicado ou beneficiário?”.

A fim de responder às questões anteriormente colocadas, comparou-se os serviços bancários mínimos anteriores com os actuais, o Aviso n.º 03/2017 de 17 de Fevereiro de 2017 e o Aviso n.º 03/2018 de 21 de Fevereiro de 2018, respectivamente. Deparamo-nos à partida com uma diferença, na qual o actual aviso considera que os serviços mínimos bancários é um assunto do Sistema Financeiro e o anterior considerava um assunto de Política Monetária, todavia, não é este objecto da presente análise.

Surpreendentemente, e como quem diz, – “numa só cacetada matamos bancários mínimos e a situação actual dos clientes, de acordo com a infografia.

Indiscutivelmente, o cliente bancário é largamente prejudicado com a nova lista de serviços mínimos bancários, dado que os encargos com comissões aumentaram devido à extensão da base de incidência, nomeadamente, a exclusão da isenção de comissões sobre o levantamento de dinheiro nas agências e dependências dos bancos e através de caixas automáticas, vulgo multicaixa, movimentos na rede multicaixa e do homebanking.

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