Tem a forma de um diamante, mede três centímetros de altura e 2,5 de largura, reveste-se de ouro de 23 quilates, está embrulhado em 5.500 cristais de Swarovski, mas não é uma peça de joalharia. É o bombom mais caro do mundo, chama-se Glorious, e foi criado pelo mestre ‘chocolatier’ português Daniel Marcelino Gomes para adoçar paladares extravagantemente abastados.

A receita, que para além de minerais preciosos mistura filamentos de açafrão, trufa branca Perigord, óleo de trufa branca e baunilha de Madagáscar, já conquistou clientes em Angola, nos Emirados Árabes Unidos, Rússia e Argentina.

Embora a identidade dos compradores esteja guardada a sete chaves, bem como o número de unidades já vendidas, sabe-se que a produção está limitada a 1.000 bombons, cada um correspondente a três semanas de “lapidação”.

“O passo mais delicado é colocar o ouro no final da peça, porque pode desfazer-se com muita facilidade”, conta o criador do Glorious, em declarações à agência espanhola Efe.

Apesar de reconhecer que, no início, o “sabor único” do bombom pode causar alguma estranheza – e até confundir-se com terra -, o mestre ‘chocolatier destaca o carácter exclusivo da experiência.

E desengane-se quem pensa que a gula e a luxúria são os únicos “pecados” associados ao Glorious. A vaidade também é para aqui chamada, já que depois de comida a extravagância, a embalagem pode ser exibida como peça decorativa.