De acordo com o superintendente-chefe Carlos Alberto, da Polícia Nacional (PN) na Huíla, as injecções terão sido administradas por um falso enfermeiro que está agora a monte.

“A motivação do crime ocorreu quando o falso enfermeiro, ou “curandeiro”, convenceu a vítima de que haveria de tratar com eficiência a malária que a apoquentava há mais de dois anos”.

A vítima, segundo o porta-voz da Polícia Nacional na Huíla, faleceu na casa do suposto acusado.

“Ela, nesse dia, estava a sair da lavra e decidiu passar na casa do acusado. O suspeito foi buscar duas seringas que se encontravam por cima do tecto da sua residência e convenceu a vítima de que poderia curá-la”, explicou, sublinhando que “o curandeiro mandou a senhora baixar os panos e aplicou-lhe as injecções”.

“Hora e meia depois de ter aplicado as duas injecções com o produto, a paciente começou a ter complicações e acabou por falecer. O homem, quando notou que a senhora estava a convulsionar e a espumar pela boca, meteu-se em fuga”, referiu ainda o superintendente-chefe Carlos Alberto.

Carlos Alberto fez saber ainda que os efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) estão a fazer diligências naquela localidade com o fito de capturar o indivíduo.

“Tão logo fizermos a detenção do suposto acusado, o SIC vai encaminhar o processo-crime ao Ministério Público para que o falso enfermeiro responda pelo crime de homicídio doloso”, finalizou.