As imagens dramáticas que a TPA passou no seu noticiário desta segunda-feira, 02, sobre o estado avançado de degradação das conhecidas «Casas da Juventude» em Benguela deveria levar as entidades competentes a uma intervenção urgente, de forma a evitar-se uma tragédia. Os serviços de Protecção Civil deveriam entrar em campo procedendo ao desalojamento e consequente realojamento das famílias mais expostas aos riscos, sob pena de um dia as casas desabarem sobre as suas cabeças.
Custa acreditar que a referida obra, que tinha como proprietário o Ministério da Juventude e Desportos, tenha custado aos cofres do Estado a quantia de 250 Milhões de Kwanzas – 25 milhões de USD ao câmbio da época (?) -. A avaliar pela péssima qualidade do empreendimento tudo aponta que alguém terá abocanhado uma boa parte desse Kumbú…
Dados disponíveis referem que as casas foram entregues aos inquilinos em vésperas das eleições de 2o12, portanto, numa perspectiva eleitoralista que visa «piscar o olho ao eleitorado»!
A PGR, que muito recentemente manifestou o seu desejo de proceder às chamadas «investigações oficiosas» com base nas denúncias da imprensa e das redes sociais, tem em mão um facto que lhe poderá dar «muito pano para mangas» …
Se, de facto, estiver empenhada/interessada em apurar as responsabilidades, o órgão judicial deveria investigar, para além das empresas executora e fiscalizadora da obra, os anteriores titulares do pelouro da Juventude, nomeadamente Gonçalves Muanduma e Job Capapinha…. «Matéria-prima» para a PGR começar a trabalhar não falta, pelos vistos!

Por: Ilídio Manuel |Facebook

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