Investigação no ISCED Lubango condicionada

Os Centros de Estudos de Biodiversidade e Educação Ambiental, bem como de Investigação e Desenvolvimento da Educação, ambos do Instituto Superior de Ciências da Educação do Lubango (ISCED), na Huíla, aguardam desde 2015 a sua publicação em Diário da República.

O director geral-adjunto para a área científica da instituição, António Valter Chisingui,em entrevista à Angop,  afirmou que os centros ainda não são unidades orçamentadas (mais existe a necessidade de tê-los a funcionar em pleno), mas sem a publicação em Diário da República é difícil que o seu funcionamento, pois afigura-se como um obstáculo na admissão de investigadores.

Fez saber que outro desafio para a investigação científica na instituição é o número reduzido de investigadores, pois contam apenas com 12 angolanos, dos quais dois efectivos e os restantes, que também são docentes, compensados financeiramente pelos projectos que realizam.

Esta cifra de investigadores está abaixo da demanda de trabalhos que existe na província, havendo a necessidade de recrutar mais dez.

A instituição tem contado com o auxílio investigadores estrangeiros, sobretudo quando há financiamento internacional, destacando-se os vindos da Alemanha e dos Estados Unidos da América, assim como de algumas ong.

“Neste momento temos financiamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) que são parceiros que trabalham com os dois centros e investigação, para além desses recebemos um financiamento, entre 2013-2015, do Estado angolano, através do Ministério da Ciência e Tecnologia, num investimento público para a investigação científica”, acrescentou.

De 2016 até ao presente ano tem estado a trabalhar com custos da FAO para a capacitação, sendo que o ISCED entrou como parceiro num financiamento que foi para o Ministério da Agricultura e o UNICEF, com investimentos que vão até aos 50 mil dólares.

A Universidade de Hamburgo, na Alemanha, investiu quase meio milhão de euros para quatro anos, 2013-2017, que termina a 30 de Abril deste ano, para quatro projectos, nomeadamente o mapeamento da vegetação da Huíla, mapeamento animal, desenvolvimento das capacidades e implantação de laboratórios de biodiversidade, a serem apresentados em Abril próximo.

O Centro de Estudos de Biodiversidade e Educação Ambiental (CEBEA) foi criado em 2011 e engloba o Herbário e o Museu de Ornitologia e Mamalogia e o Centro de Investigação e Desenvolvimento da Educação (CIDE) direcionado para problemáticas sociais, existe desde 2008.

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